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Nikolas reage a Eduardo Bolsonaro e diz que ele “não está bem”

Declaração expõe tensão no núcleo bolsonarista às vésperas da disputa de 2026

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Nikolas reage a Eduardo Bolsonaro e diz que ele “não está bem”
Foto: Reprodução

Neste sábado (21), em Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu publicamente críticas feitas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou que não sofre de “amnésia” e declarou que o colega “não está bem”, após questionamentos sobre apoio político à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A troca de declarações ocorreu depois de entrevista de Eduardo na sexta-feira (20), quando ele cobrou maior empenho de aliados dentro do próprio grupo.

Reação direta e sem rodeios

Nikolas falou com a imprensa após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda. Ele negou qualquer omissão e reforçou que sempre se posicionou de forma clara dentro do campo conservador. Além disso, afirmou que não aceita insinuações sobre falta de lealdade.

Em seguida, o parlamentar elevou o tom e disse que Eduardo “não está bem”, sugerindo que o momento exige equilíbrio e responsabilidade. Ao mesmo tempo, destacou que prefere concentrar energia em pautas que considera prioritárias para o país, em vez de ampliar conflitos internos.

Defesa de Michelle e foco na narrativa

Além de se defender, Nikolas também saiu em defesa de Michelle Bolsonaro. Segundo ele, a ex-primeira-dama enfrenta ataques injustos e, ainda assim, mantém postura firme ao lado da família. Portanto, na visão do deputado, não cabe questionar o comprometimento dela com o projeto político do grupo.

Ao reforçar esse ponto, Nikolas procurou mudar o eixo do debate. Em vez de discutir disputas pessoais, ele afirmou que o foco deve estar na construção de uma alternativa eleitoral forte para 2026.

Críticas de Eduardo e tensão no grupo

Na sexta-feira (20), Eduardo Bolsonaro afirmou, em entrevista televisiva, que percebeu falta de empenho público de Nikolas e Michelle na defesa da pré-candidatura de Flávio. Além disso, usou a expressão “amnésia” ao se referir ao suposto esquecimento de compromissos políticos anteriores.

A declaração repercutiu imediatamente. Consequentemente, abriu espaço para especulações sobre divisões estratégicas dentro do núcleo bolsonarista. Embora o grupo mantenha alinhamento ideológico, as movimentações para 2026 já expõem disputas por protagonismo.

Impacto político e próximos passos

A troca de críticas evidencia, de forma clara, que o processo de definição de candidaturas não será simples. Por um lado, aliados defendem unidade e estratégia conjunta. Por outro, as declarações públicas mostram que divergências existem e já transbordam para o debate nacional.

Ainda assim, lideranças próximas ao ex-presidente tentam minimizar o episódio e reforçam que o objetivo comum continua sendo a organização do campo conservador para a próxima eleição presidencial.

O episódio, portanto, vai além de uma troca de farpas. Ele revela ajustes internos, disputa por influência e movimentações antecipadas dentro do bolsonarismo. Agora, resta saber se o grupo conseguirá transformar tensão em alinhamento ou se novas declarações irão ampliar a fissura.

Redação Guararema News

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