
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc promove, nesta quinta-feira (2), em Chapecó, o Seminário Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos: Boas Práticas para Municípios de SC. O evento ocorre das 7h30 às 12h30, no auditório do Bloco dos Professores da UFFS. Com inscrições gratuitas, a programação busca capacitar gestores públicos, técnicos municipais, cooperativas, estudantes e demais interessados em soluções mais eficientes para o destino do lixo nas cidades catarinenses.
Alesc leva capacitação ao Oeste
A Assembleia Legislativa leva a Chapecó um debate urgente e muito concreto. Afinal, os municípios enfrentam todos os dias o desafio de coletar, separar, reaproveitar e destinar corretamente os resíduos sólidos.
Por isso, o seminário quer sair do discurso e apontar caminhos práticos. A programação vai tratar de coleta seletiva, compostagem, reciclagem e fortalecimento das cooperativas. Além disso, o encontro também pretende aproximar o poder público de especialistas e trabalhadores que atuam diretamente na área ambiental.
Especialistas apresentam boas práticas
O seminário começou com uma análise do cenário catarinense. O engenheiro sanitarista e ambiental Matheus Cavali, doutor em Engenharia Ambiental, apresentou a palestra “Instrumentos de Gestão de Resíduos Sólidos no Cenário Catarinense”.
Em seguida, a engenheira ambiental e sanitarista Maria Knapp, consultora e pesquisadora na área, abordou “Estratégias e Boas Práticas em Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”.
Com isso, o encontro combina diagnóstico e solução. Primeiro, os participantes conhecem os principais instrumentos de gestão. Depois, acompanham exemplos de boas práticas que podem inspirar ações locais. Dessa forma, o seminário buscou transformar conhecimento técnico em aplicação real dentro das prefeituras e comunidades.
Municípios precisam avançar na gestão do lixo
A gestão de resíduos sólidos ainda desafia cidades de todos os tamanhos em Santa Catarina. Muitas prefeituras precisam reduzir custos, cumprir normas ambientais e, além disso, ampliar a participação da população na separação correta dos materiais.
Nesse cenário, a capacitação ganha ainda mais importância. Quando gestores e equipes técnicas recebem orientação qualificada, os municípios conseguem planejar melhor, evitar desperdícios e melhorar os serviços oferecidos à população.
Além disso, o fortalecimento das cooperativas também aparece como ponto essencial. Esses grupos ajudam a movimentar a reciclagem, geram renda e reduzem o volume de materiais enviados aos aterros. Portanto, quando o poder público apoia esse trabalho, toda a cadeia ambiental ganha força.
Chapecó entra no centro da pauta ambiental
Chapecó recebe o seminário em um momento em que o debate sobre sustentabilidade exige respostas mais rápidas. A cidade e a região Oeste concentram forte atividade econômica, crescimento urbano e grande circulação de pessoas. Consequentemente, também precisam de políticas públicas mais modernas para lidar com o lixo produzido diariamente.
Assim, o evento reforça que a gestão de resíduos não depende apenas de tecnologia. Ela exige planejamento, educação ambiental, fiscalização, orçamento e integração entre governos, cooperativas e sociedade.
Ao promover o seminário em Chapecó, a Alesc reforçam uma ideia simples e decisiva: cidade limpa não nasce do improviso. Ela depende de gestão, investimento, educação e participação coletiva. Por isso, quanto mais os municípios transformam resíduos em oportunidade, mais Santa Catarina avança em sustentabilidade.

