
O fim da jornada de trabalho 6×1 ganha força no Congresso Nacional e conta agora com o apoio estratégico de parlamentares do Centrão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que a pauta deve avançar com equilíbrio, priorizando o diálogo entre trabalhadores e empregadores. A extinção do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso é provável. No entanto, a definição da nova carga horária semanal permanece o principal entrave nas negociações.
Atualmente, diferentes propostas tramitam no Legislativo para reformular a organização laboral brasileira. Um dos textos mais avançados é o que que sugere uma transição gradual para 36 horas semanais distribuídas em cinco dias, sem redução salarial. Esta proposta já recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda votação em plenário. Assim, serve como base para as discussões sobre o bem-estar do trabalhador e a produtividade das empresas.
Posicionamento do Centrão
Apesar do consenso político sobre a extinção da escala atual, deputados divergem sobre o teto de horas após a mudança. Enquanto a base governista defende reduções drásticas, outros setores articulam a manutenção de 40 ou até 44 horas semanais concentradas em cinco dias. Líderes partidários, como o deputado Claudio Cajado (PP-BA), reforçam que a prioridade agora é decidir se o novo modelo manterá a carga total vigente ou se haverá uma redução efetiva no tempo de serviço.

