
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma postura reservada diante da proposta de Donald Trump para que o Brasil integre o novo Conselho de Paz para Gaza. Embora o convite já tenha ocorrido, o governo brasileiro ainda aguarda o detalhamento oficial do projeto para definir sua posição.
O Conselho de Paz para Gaza é uma iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, que visa criar um comitê internacional para mediar o conflito na região.
Atualmente, o Itamaraty busca esclarecer pontos fundamentais sobre o funcionamento do grupo. Alguns questionamentos, por exemplo, se dirigem aos objetivos reais da iniciativa, às condições de atuação dos membros e aos critérios para a tomada de decisões.
Além disso, o Palácio do Planalto demonstra preocupação com a possível perda do papel da ONU na mediação de conflitos internacionais, já que a Casa Branca não explicou como o novo comitê se articularia com as estruturas das Nações Unidas.
Custos de participação no Conselho de Paz para Gaza
Outro fator que gera hesitação envolve o custo de participação. Fontes diplomáticas indicam que o assento permanente no conselho pode exigir um investimento de até US$ 1 bilhão. Além da barreira financeira, existe a crítica da ausência de representantes palestinos e a falta de coordenação prévia com Israel na formação do grupo.
Além do Brasil, a lista inclui Argentina, Canadá, Egito, Paraguai, Turquia e até mesmo Rússia. Trump ainda não apresentou regras objetivas sobre a operação nem os compromissos dos integrantes.
O governo brasileiro consultará nações aliadas com posições semelhantes sobre a crise em Gaza antes de anunciar a decisão. Por enquanto, o Brasil não estabeleceu um prazo para responder ao governo americano.

