Região Brusque / Itajaí

Viúva Negra de Brusque irá a juri popular por mandar matar marido

Outros seis cúmplices também responderão por homicídio e outros crimes

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Viúva Negra de Brusque irá a juri popular por mandar matar marido
Edinei, a vítima, (à esquerda), a vipuva negra Elisa e o executor, Kauê Becker. Fotos: Arquivo

Elisa Zierke, conhecida como “Viúva Negra“, acusada de planejar o homicídio do marido com a ajuda de outros seis cúmplices, enfrentará o juri popular na cidade de Brusque, no Vale do Itajaí. Eles respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, furto e outros agravantes.

O crime, que chocou Santa Catarina, ocorreu em 22 de fevereiro de 2024. Na data, os criminosos atraíram Edinei da Maia, empresário do ramo de mármore, para atender um suposto cliente na cidade de Vidal Ramos.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que o caso começou como uma investigação de desaparecimento. Edinei saiu de casa sozinho para fazer o orçamento de um túmulo, mas não voltou. Durante as investigações, que culminou com a Operação Viúva Negra, a polícia descobriu que sequestraram e assassinaram a vítima. Os criminosos ocultaram o corpo em uma área de mata entre Brusque e Canelinha.

A denúncia revelou que um suposto caso extraconjugal entre Elisa e um dos réus que motivou o crime, identificado como Kauê Becker. Com o apoio de cinco homens, eles planejaram a execução. Dias antes, os acusados cavaram uma cova em um local isolado para esconder o corpo.

Crime premeditado

No dia do crime, os réus atraíram Edinei para uma emboscada em Vidal Ramos. Eles o ameaçaram com uma arma de fogo, amarraram-no e, em seguida, o colocaram no porta-malas de seu próprio carro. Em seguida, transferiram a vítima para outro veículo e a levaram até a área de mata onde já haviam cavado a cova. No local, os criminosos o agrediram brutalmente na cabeça e no tórax.

Após a morte, enterraram o corpo. As autoridades encontraram o cadáver quase quatro meses depois, em 15 de junho de 2024, em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou determinar a causa exata da morte.

O MPSC acusa Elisa Zierke por homicídio qualificado por motivo torpe, emboscada e surpresa, além de ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo. O homem apontado como seu parceiro no relacionamento extraconjugal foi acusado, igualmente, dos mesmos crimes e de furto.

Os outros cinco réus, incluindo quatro homens que receberam pagamento ou promessas de recompensa, também foram denunciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e, bem como, em alguns casos, porte ilegal de arma de fogo e furto.

A Justiça manteve a prisão preventiva dos acusados e negou o direito de recorrerem em liberdade, considerando a gravidade dos crimes e o risco de reincidência. Apesar disso, a decisão de primeira instância ainda cabe recurso, e o processo segue sob sigilo.

Viúva Negra

As autoridades prenderam Elisa em 21 de junho de 2024, após já terem detido outros investigados. Em depoimentos, eles confirmaram o envolvimento da esposa de Edinei no crime.

O caso ganhou grande repercussão, inclusive nacional. A Polícia Civil nomeou a operação como “Viúva Negra”, em referência à espécie de aranha que mata o companheiro após o acasalamento.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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