
Após mais de dez dias sem notícias sobre o paradeiro de três integrantes da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o caso aumenta a aflição de amigos e vizinhos dos Aguiar, conhecidos no bairro Anair. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime, como homicídio ou cárcere privado.
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, levavam uma rotina dedicada ao trabalho e à casa, segundo pessoas próximas. O casal mantinha há mais de 30 anos um pequeno mercado, referência na comunidade. Filha única, Silvana trabalhava ao lado dos pais e mantinha forte vínculo com a família. O filho dela, de 9 anos, considerado o “xodó” dos avós, não estava com a mãe no fim de semana do desaparecimento.
O caso
O desaparecimento começou após Silvana publicar em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito. A Polícia Civil confirmou que o acidente não ocorreu. Desde então, os investigadores colhem depoimentos para esclarecer o caso e reforçam a suspeita de crime.
Como ocorreu o desaparecimento?
No sábado, 24 de janeiro, Silvana informou nas redes sociais que sofreu um acidente enquanto voltava de Gramado, na Serra. Em seguida, avisou que ficaria sem sinal e, no dia seguinte, agradeceu pelas orações. Depois disso, desligou o celular e não manteve mais contato.
Ao saberem da postagem por meio de vizinhos, Isail e Dalmira saíram no domingo (25) para procurar a filha. Segundo o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, o casal chegou a ir a uma delegacia para registrar o desaparecimento, mas encontrou a unidade fechada. Desde então, eles também não foram mais vistos.
Linha de investigação
A Polícia Civil trata o caso como crime e descarta sequestro, já que ninguém pediu resgate após mais de uma semana. Os investigadores apuram as hipóteses de homicídio ou cárcere privado.
“Pelo tempo transcorrido, é provável que Silvana tenha sofrido ou esteja sofrendo algum crime que a impeça de manter contato com a família”, afirma o delegado Anderson Spier.
A investigação também considera atípico o comportamento da família, que costumava avisar sempre que viajava.

