
O Ministério Público do Paraná denunciou Igor Gutierrez Freitas, filho do ex-boxeador Popó Freitas. A acusação aponta tentativa de aliciamento de jogadores do Brasileirão para manipular partidas em esquemas de apostas.
A defesa por procurada pelo LeoDiasa, que se manifestou. Segundo o advogado Igor José Ogar, o MPPR apresentou a denúncia de forma precipitada e sem fatos concretos. “Desde já, a defesa rechaça de forma veemente as acusações apresentadas, por entendê-las levianas e desprovidas de lastro fático e probatório consistente”, afirmou em nota.
Ainda conforme a defesa, os advogados vão esclarecer as alegações ao longo do processo. Além disso, pretendem comprovar a inocência do investigado. Por fim, a nota destacou que Igor Gutierrez Freitas está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
A operação
Na sexta-feira, dia 6, o Gaeco deflagrou a Operação Derby, por meio do Núcleo de Londrina. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Gutierrez e Rossi. Além disso, a Justiça expediu dois mandados contra os próprios empresários. As diligências ocorreram em Salvador e em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.
As investigações começaram após o Gaeco receber informações da Polícia Federal de Londrina. Os dados indicavam abordagens a jogadores antes de uma partida contra o Maringá Futebol Clube, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro de 2025.
De acordo com as apurações, os denunciados usavam redes sociais e aplicativos de mensagens. O objetivo era oferecer vantagens financeiras a atletas. Em troca, pediam ações específicas em campo, como o recebimento proposital de cartões amarelos. A pelo menos um jogador, os investigados ofereceram R$ 15 mil.
Segundo o Ministério Público, um dos líderes do esquema usava o fato de ser filho de um boxeador renomado para ganhar a confiança das vítimas. Apesar das tentativas, nenhum dos jogadores contatados aceitou a proposta criminosa.
Os crimes contra a incerteza do resultado esportivo estão previstos na Lei Geral do Esporte (Lei 14.587/2023). As penas variam de dois a seis anos de reclusão, além de multa. Além da condenação criminal, o Ministério Público pediu à Justiça o pagamento de dano moral coletivo no valor sugerido de R$ 150 mil, como forma de reparar o prejuízo à integridade e à credibilidade das competições esportivas.

