
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) — conhecido como a prévia da inflação oficial do país — registrou alta de 0,62% em maio. O resultado superou a mediana das estimativas de analistas, que esperava 0,53%, e ficou acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central.
Números do período
- Maio/2026: 0,62%
- Abril/2026: 0,89%
- Maio/2025: 0,36%
Taxa acumulada em 12 meses sobe a 4,64%
A inflação acumulada nos últimos 12 meses subiu de 4,37% em abril para 4,64% em maio. Com isso, o indicador estourou o teto da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — o limite máximo é de 4,5%.
Alimentos lideram a alta
Dos 9 grupos pesquisados pelo IBGE, o que mais pressionou o índice em maio foi:
Alimentação e bebidas: 1,38% de alta, com impacto de 0,30 ponto percentual (p.p.)
Habitação: 1,03% de alta (impacto de 0,15 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 1,05% de alta (impacto de 0,14 p.p.)
Apenas o grupo Transportes registrou queda, de -0,33%.
Expectativas do mercado para 2026
Segundo o Boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para o IPCA fechado de 2026 subiu de 4,92% para 5,04% na semana encerrada em 25 de maio.
O que é o IPCA-15?
O IPCA-15 é calculado com base nos preços coletados do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência. Ele serve como uma prévia do IPCA, que é o índice oficial de inflação do país.

