
A possível aplicação de um novo modelo de imposto sobre valor agregado (IVA) na aviação brasileira acendeu um alerta no setor.
Especialistas e entidades avaliam que a medida pode aumentar o custo das passagens e reduzir a competitividade do Brasil no cenário internacional.
Passagens podem ficar mais caras
Estudos do setor indicam que a adoção de uma alíquota elevada pode impactar diretamente o preço das passagens aéreas.
Uma projeção da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) aponta que a implementação de um IVA de cerca de 26,5% pode provocar aumento significativo nas tarifas.
Além disso, o encarecimento das passagens tende a reduzir a procura por voos.
Queda na demanda é risco
Segundo estimativas, a demanda por transporte aéreo pode cair até 30% com a nova tributação.
Esse cenário preocupa companhias aéreas, já que menos passageiros significam redução de rotas, menor oferta de voos e impacto direto no setor.
Impacto no turismo e na economia
O aumento nos custos não afeta apenas as companhias.
Com passagens mais caras, o Brasil pode se tornar menos atrativo para turistas estrangeiros e até para viagens domésticas.
Como consequência, setores como hotelaria, comércio e serviços também podem sentir os efeitos.
Governo discute ajustes
Diante das preocupações, o governo federal já sinalizou que avalia ajustes na regulamentação da reforma tributária para evitar impactos negativos no setor aéreo.
Além disso, o Ministério da Fazenda reforçou que 2026 será um período de transição, sem cobrança efetiva dos novos tributos, o que abre espaço para adaptações.
Setor vive momento de crescimento
O debate ocorre em um momento positivo para a aviação brasileira.
Em 2025, o país registrou recorde histórico de passageiros, com mais de 129 milhões de pessoas transportadas, consolidando a recuperação do setor.
Por isso, o temor é que uma carga tributária elevada interrompa esse ciclo de crescimento.
Cenário ainda está em definição
Apesar das projeções, o impacto final do IVA ainda depende da regulamentação da reforma tributária.
Assim, o setor segue acompanhando as discussões, enquanto tenta evitar que o aumento de impostos comprometa o acesso ao transporte aéreo no país.

