Região Santa Catarina

Justiça condena mãe e padrasto por abusar de criança por 10 anos

Crimes ocorreram por 10 anos e começaram quando a vítima tinha cinco anos de idade

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Justiça condena mãe e padrasto por abusar de criança por 10 anos
Foto: divulgação

A justiça catarinense condenou a mãe e o padrasto de uma criança por crimes estupro de vulnerável e violência psicológica. De acordo com o processo, a situação ocorreu dentro do ambiente familiar, na cidade de Tangará, no meio Oeste do estado. No total, as penas somadas para o casal são de 78 anos e sete meses de prisão.

O padrasto recebeu 49 anos, sete meses e 20 dias de reclusão, enquanto a mãe foi condenada a 28 anos, 11 meses e 20 dias, ambos em regime fechado, por crimes considerados hediondos.

Ainda de acordo com as investigações, os abusos começaram quando a vítima tinha cerca de cinco anos de idade e se repetiram entre os anos de 2013 a 2023. Parte dos fatos ocorreu em municípios do Oeste e Meio-Oeste catarinense, além de episódios no interior do Rio Grande do Sul, onde a família residiu, e dentro da própria casa. Houve ocasiões em que o padrasto levou a garota a outros lugares.

Segundo a decisão judicial, o padrasto praticou atos libidinosos reiterados, com uso de força, intimidação e ameaças, ao aproveitar-se da relação de confiança e autoridade, em pelo menos nove episódios.

A mãe da vítima também foi condenada pelo crime de estupro de vulnerável por conta da sua omissão. A Justiça considerou que ela tinha conhecimento do que estava ocorrendo, mas não tomou nenhuma providência para proteger a filha.

Além disso, a sentença reconheceu que a mãe contribuiu para o sofrimento da adolescente ao pressioná-la a negar os abusos, minimizar os relatos e priorizar a manutenção da relação com o agressor em detrimento da segurança da filha.

Além dos crimes sexuais, ambos foram condenados por violência psicológica, praticada por meio de ameaças, constrangimentos, manipulação emocional e chantagens.

A criança foi por diversas vezes intimidada para não revelar os abusos e levada a acreditar que destruiria a família caso denunciasse os fatos. O juiz do caso destacou que essas condutas causaram danos emocionais graves, incluídos crises de ansiedade, isolamento social e sofrimento prolongado.

A sentença também apontou que, ao longo da investigação e do processo, os réus tentaram manipular mensagens e conversas, inclusive com a criação de números de telefone atribuídos a terceiros, numa tentativa de desacreditar a vítima e influenciar o andamento do processo.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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