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Coronel nega ter matado esposa e acusa família da vítima de tentar culpá-lo

Investigação da polícia apura possível feminicídio e tenta esclarecer as circunstâncias da morte

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Coronel nega ter matado esposa e acusa família da vítima de tentar culpá-lo
Imagem: Divulgação

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, negou ter matado a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no Brás, em São Paulo. Em entrevista, o militar afirmou que a companheira tirou a própria vida e acusou a família dela de tentar responsabilizá-lo.

Segundo o oficial, o relacionamento era “bom”, embora o casal enfrentasse discussões frequentes. Ele afirmou ainda que os dois já dormiam em quartos separados havia cerca de sete meses e que tentou se divorciar três vezes, sem sucesso.

Além disso, o tenente-coronel declarou que os problemas no casamento começaram após surgirem denúncias anônimas de assédio contra militares, situação que, segundo ele, teria agravado o desgaste entre os dois.

Inquérito aponta relação conturbada

Por outro lado, um Inquérito Policial Militar da Polícia Militar de São Paulo aponta que o casal mantinha uma relação instável. Denúncias anônimas relatam perseguição, ameaças e episódios de instabilidade emocional atribuídos ao oficial. O documento também afirma que a soldado vivia sob “temor manifestado”.

Diante dessas informações, a corporação determinou a abertura de investigação para apurar possíveis infrações penais militares.

Investigação aponta contradições

Paralelamente, a Polícia Civil de São Paulo investiga inconsistências na versão apresentada pelo militar. Uma vizinha afirmou ter ouvido o disparo às 7h28, mas o oficial só acionou o socorro cerca de 30 minutos depois.

Além disso, bombeiros relataram que ele disse estar no banho no momento do tiro, porém estava seco quando as equipes chegaram. Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço da policial, compatíveis com pressão de dedos e marcas de unhas.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita e possível feminicídio. A Justiça também determinou novos exames no corpo da vítima para esclarecer as circunstâncias da morte.

Onde buscar ajuda

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher.

Já pessoas que enfrentam sofrimento emocional ou pensamentos suicidas podem procurar apoio gratuito no Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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