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Mudanças bruscas de temperatura elevam risco de doenças respiratórias

Oscilações no clima afetam o organismo, aumentam casos de gripe e alergias e exigem cuidados simples no dia a dia

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Mudanças bruscas de temperatura elevam risco de doenças respiratórias
Foto: Divulgação

Mudanças bruscas de temperatura aumentam o risco de doenças respiratórias no Brasil, principalmente quando períodos de calor intenso são seguidos por quedas rápidas de temperatura. Esse cenário, cada vez mais comum em diferentes regiões do país, exige adaptação rápida do organismo e favorece o surgimento de gripes, resfriados, crises alérgicas e agravamento de doenças respiratórias, segundo especialistas da área da saúde.

Oscilações climáticas pressionam o organismo

Quando o clima muda rapidamente, o corpo precisa reagir para manter o equilíbrio térmico. Nesse processo, as vias respiratórias sofrem impacto direto. Como resultado, a produção de secreção aumenta e as mucosas ficam mais sensíveis.

Por isso, pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma, rinite ou doença pulmonar obstrutiva crônica, tendem a apresentar crises com mais frequência. Além disso, mesmo pessoas sem histórico de doenças respiratórias podem sentir sintomas como tosse, irritação nasal, falta de ar e chiado no peito.

Ao mesmo tempo, vírus respiratórios circulam com maior intensidade em períodos de clima instável. Dessa forma, aumentam também os casos de gripe, resfriado e outras infecções respiratórias.

Chuvas, umidade e poluição agravam o cenário

Além das variações de temperatura, outros fatores ambientais também influenciam diretamente a saúde respiratória. Quando ocorrem chuvas intensas e enchentes, por exemplo, a umidade favorece a proliferação de fungos, bactérias e mofo.

Consequentemente, esses agentes podem irritar as vias respiratórias e desencadear crises alérgicas. Por outro lado, períodos prolongados de tempo seco e sem chuva aumentam a concentração de poluentes no ar.

Nesse contexto, a poluição atmosférica passa a agir como um fator agravante. Ela pode piorar quadros respiratórios e também aumentar riscos cardiovasculares.

Cuidados simples ajudam a reduzir os impactos

Apesar dos riscos, algumas atitudes simples ajudam a proteger a saúde durante mudanças bruscas de temperatura. Primeiro, especialistas recomendam manter os ambientes bem ventilados. Mesmo em dias frios, abrir janelas melhora a circulação do ar e reduz a presença de microrganismos.

Além disso, é fundamental manter a limpeza e a manutenção de aparelhos de ar-condicionado. Filtros sujos acumulam poeira, fungos e bactérias que podem desencadear problemas respiratórios.

Outro ponto importante envolve a prevenção. Nesse sentido, uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e acompanhamento médico para pessoas com doenças respiratórias ajudam a fortalecer o organismo.

Ao mesmo tempo, a vacinação contra gripe e Covid-19 continua sendo uma das principais estratégias para evitar complicações.

Atenção ao corpo durante mudanças no clima

Oscilações de temperatura fazem parte das transições entre as estações do ano. No entanto, quando essas mudanças ocorrem de forma rápida e intensa, o organismo sente o impacto.

Por isso, observar os sinais do corpo, adotar hábitos saudáveis e manter ambientes bem cuidados são atitudes essenciais. Com prevenção e informação, é possível atravessar períodos de instabilidade climática com mais segurança e menos riscos para a saúde.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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