
O rapper Oruam lançou na segunda-feira (23) a música “Freestyle de um Foragido”, no YouTube, enquanto segue foragido da Justiça após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça do Rio de Janeiro. O artista, filho do traficante Marcinho VP, usou a nova faixa para responder às acusações, defender sua inocência e expor sua versão dos fatos em meio ao mandado de prisão em aberto.
Letra expõe revolta e narrativa pessoal
Na nova música, Oruam assume o protagonismo da própria narrativa e, ao mesmo tempo, confronta diretamente as acusações. Ele afirma que não é criminoso e, além disso, sugere que enfrenta consequências ligadas ao passado do pai. Com versos diretos, o rapper reforça o sentimento de injustiça e apresenta a música como um desabafo público.
Além disso, o clipe reforça o contexto judicial. O artista aparece em um ambiente fechado e usa tornozeleira eletrônica, símbolo das restrições impostas pela Justiça. Com isso, ele transforma o próprio processo em elemento visual e artístico, o que amplia a repercussão entre fãs e críticos.
Mandado de prisão intensifica tensão
A Justiça determinou a prisão de Oruam após registrar diversas violações das medidas cautelares. Entre elas, estão falhas no monitoramento da tornozeleira eletrônica e descumprimentos considerados graves pelas autoridades. Por isso, o artista passou a ser considerado foragido.
O caso ganhou ainda mais gravidade após um episódio ocorrido em 2025, quando o rapper teria reagido a uma operação policial em sua residência. A partir desse momento, o processo avançou e resultou em novas acusações, o que elevou a pressão judicial sobre o artista.
Família se manifesta e pede responsabilidade
Enquanto a situação se agrava, familiares também entraram no debate público. A mãe do rapper pediu que ele se apresente às autoridades. Além disso, Marcinho VP enviou uma carta ao filho e afirmou que ele precisa assumir as consequências de seus atos.
Mesmo assim, Oruam mantém presença ativa nas redes sociais e segue lançando músicas. Dessa forma, ele transforma sua condição de foragido em parte central de sua identidade artística e amplia o alcance do caso no cenário cultural e judicial brasileiro.

