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Sócio oculto do Careca do INSS está nos EUA e evita prisão

Investigado por fraudes milionárias no INSS, empresário permanece fora do Brasil mesmo após ordem judicial

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Sócio oculto do Careca do INSS está nos EUA e evita prisão
Foto: Arquivo / Agência Brasil

Na sexta-feira (20) o empresário Tiago Schettini Batista, foi apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do lobista conhecido como Careca do INSS, está nos Estados Unidos e ainda não foi preso, apesar de a Justiça ter decretado sua prisão preventiva em dezembro de 2025, no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social.

Prisão decretada, mas não cumprida

A Justiça determinou a prisão preventiva no fim do ano passado. No entanto, Schettini já estava fora do país quando a decisão saiu. Por isso, as autoridades ainda não cumpriram o mandado. Enquanto isso, ele permanece nos Estados Unidos.

Além disso, a defesa apresentou pedido ao Supremo Tribunal Federal para revogar a prisão. Os advogados afirmam que o empresário viajou a trabalho e tem passagem comprada para retornar ao Brasil. Até agora, porém, o ministro responsável pelo caso não analisou o pedido.

O que a Polícia Federal aponta

Segundo a Polícia Federal, Schettini não atuava apenas como investidor. Pelo contrário, ele teria participado ativamente da estrutura do esquema. Os investigadores afirmam que ele dividia decisões estratégicas com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

De acordo com a apuração, entidades associativas aplicavam descontos indevidos em benefícios de aposentados. Em seguida, parte do dinheiro circulava por empresas ligadas ao grupo. A polícia identificou pagamentos milionários que, segundo o inquérito, reforçam a suspeita de participação direta do empresário.

Além disso, os investigadores apontam que ele teria atuado por meio de contratos informais, conhecidos como contratos de gaveta, para ocultar sua participação societária. Assim, o grupo teria tentado dificultar o rastreamento financeiro e a responsabilização penal.

Blindagem e desdobramentos

Ainda conforme a investigação, antes da primeira fase da operação, aliados teriam tentado blindar o nome de Schettini. Mesmo assim, a Polícia Federal reuniu documentos, registros financeiros e depoimentos que sustentam a acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Paralelamente, o empresário obteve decisão no Supremo que o desobrigou de comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou o caso. Com isso, ele não prestou depoimento ao colegiado.

O que está em jogo

Enquanto isso, a ordem de prisão segue válida. No entanto, como ele permanece fora do país, o mandado ainda não foi executado. O caso amplia a pressão sobre as autoridades e mantém a investigação sob forte repercussão política e jurídica.

Agora, o desfecho depende da análise do Supremo e de eventuais medidas para garantir o cumprimento da decisão judicial. Até lá, o sócio apontado como peça-chave do esquema continua no exterior, longe do alcance imediato da prisão preventiva.

Redação Guararema News

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