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Receita apura acesso irregular a sigilo fiscal de familiares de ministros do STF

Órgão identificou consultas sem autorização a dados da esposa de Alexandre de Moraes e do filho de outro magistrado

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Receita apura acesso irregular a sigilo fiscal de familiares de ministros do STF
Foto: Reprodução

A Receita Federal abriu investigação nesta segunda-feira (16) para apurar acessos irregulares aos dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e do filho de outro integrante do Supremo Tribunal Federal, após identificar consultas sem autorização judicial em sistemas internos do Fisco. A apuração ocorre em Brasília e busca esclarecer quem realizou os acessos, quando eles ocorreram e por que os dados foram consultados.

Como a investigação começou

Primeiro, técnicos da Receita revisaram registros internos depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a checagem de eventuais violações envolvendo ministros do STF e seus familiares. Em seguida, auditores mapearam cerca de 80 sistemas para rastrear movimentações suspeitas.

Durante essa varredura, servidores identificaram acessos aos dados fiscais da esposa de Moraes. Além disso, localizaram consultas à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro. Até o momento, o nome desse magistrado não foi divulgado.

Segundo relatos publicados na imprensa, as consultas não tinham respaldo judicial. Por isso, a Receita abriu procedimento interno e comunicou as autoridades competentes. Agora, os investigadores analisam logs de acesso, identificam usuários e cruzam informações para confirmar se houve abuso funcional.

O que está em jogo

O sigilo fiscal tem proteção constitucional. Portanto, qualquer acesso precisa obedecer critérios legais e, em muitos casos, exige ordem judicial. Quando alguém consulta dados sem autorização, pode responder administrativa e criminalmente.

Além disso, o caso ocorre em meio a investigações sensíveis no STF. Por esse motivo, o episódio amplia a tensão institucional e reforça o debate sobre segurança de dados em órgãos públicos.

Enquanto isso, a Receita afirma que não comenta casos específicos por causa do sigilo tributário. Ainda assim, o órgão confirma que monitora constantemente acessos internos e que adota medidas rigorosas quando identifica irregularidades.

Próximos passos

A partir de agora, a Receita deve concluir o relatório técnico e, se confirmar irregularidades, encaminhar o caso para responsabilização. Paralelamente, a Polícia Federal pode aprofundar a apuração para verificar eventual crime.

O caso, portanto, coloca em foco a proteção de dados fiscais de autoridades e familiares. Mais do que um episódio isolado, ele reacende o debate sobre controle interno, transparência e responsabilidade no serviço público.

Redação Guararema News

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