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Morte do tio de Suzane von Richthofen é considerada suspeita

Condenada pela morte dos pais está em regime semi aberto; Polícia investiga o caso

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Morte do tio de Suzane von Richthofen é considerada suspeita
Foto: Reprodução

O tio materno de Suzane von Richthofen, Miguel Abdalla, foi encontrado morto nesta sexta-feira (9), na zona Sul de São Paulo, depois de dois dias desaparecido. O corpo do homem, de 76 anos, estava dentro de casa, em Vila Congonhas, onde residia. O caso está em investigação e a Polícia registrou como morte suspeita. O corpo estava sem sinais de violência ou qualquer outro indício de crime, conforme informações policiais.

Contudo, os resultados de exames do Instituto Médico Legal (IML) vão ajudar a confirmar a causa exata da morte, que até o momento é desconhecida. O corpo de Miguel será submetido a exames toxicológicos, o que poderá mudar os rumos da investigação. No entanto, vale salientar que sem estas informações, a Polícia impediu a cremação. 

Vizinho encontrou Miguel morto

Conforme informações da Polícia Civil, Miguel morava sozinho e não dava sinais há cerca de dois dias. Um dia antes de o corpo ser encontrado, a diarista esteve na casa para fazer faxina, no entanto, foi embora após não ser atendida. Ele também não respondeu às mensagens enviadas pela faxineira.

O vizinho João Batista da Silva encontrou Miguel morto. Ele deu falta do amigo e usou uma escada para subir o muro. Ao olhar para dentro da casa, viu Miguel no chão do quarto, com as costas apoiadas na cama, ainda de acordo com informações da Polícia.

Ligação de Suzane von Richthofen com o tio Miguel

Após a morte da irmã Marísia, assassinada pelos irmãos cravinhos a mando da própria filha, Miguel se tornou tutor legal de Andreas von Richthofen. Eles moraram juntos até o rapaz completar 18 anos. Todavia, foi o tio de Suzane o responsável por mover o processo que a tornou indigna de receber a herança dos pais, estimada em R$ 10 milhões.

Em 2006, Abdalla acionou a Justiça para dizer que Suzane estava “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas. Assim, a informação levou a um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público de São Paulo.

Enfim, Suzane von Richthofen recebeu a condenação de 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. No entanto, ela cumpre a pena em regime aberto desde janeiro de 2023.

Caso virou filme

Suzane von Richthofen tomou o noticiário brasileiro após participar de um crime brutal contra os próprios pais, em 2002. O namorado, Daniel Cravinhos, e o cunhado, Cristian Cravinhos, na época, assassinaram a pauladas o casal Marísia e Manfred Richthofen. O crime ocorru enquanto eles dormiam, na casa da família, em São Paulo. Jovem, rica e de aparência dócil, ela tinha 18 anos quando o fato ocorreu.

Em 2021, dois filmes sobre o caso foram lançados, trazendo as duas versões contadas no Tribunal. Uma por Suzane, “A Menina que Matou os Pais”, e a outra por Daniel Cravinhos, “O Menino que Matou Meus Pais”, também condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia Von Richthofen.