
A Coordenadoria de Trânsito de Itajaí (Codetran) vai implantar na próxima semana mais um trecho do sistema binário que reorganiza o fluxo das ruas Luíz Lopes Gonzaga e Pedro Cristiano de Miranda. As vias estão localizadas no bairro São Vicente, um dos mais populosos da cidade. As equipes de sinalização já trabalham no local para preparar a região, que passará por mudanças a partir de segunda-feira, 1º de dezembro.
Segundo a Codetran, o binário avança até a rua Arquiteto Nilson Edison dos Santos e integra um projeto maior de requalificação da mobilidade urbana na cidade. A autarquia explica que executa a implantação por etapas devido à grande extensão das vias. Dessa forma, as equipes conseguem ajustar a sinalização gradualmente e orientar os motoristas durante todo o processo.
Além disso, o órgão destaca que a mudança é necessária para reduzir conflitos de tráfego. O trecho registra fluxo intenso de veículos e, nos últimos meses, acumulou sucessivos acidentes. Assim, o novo ordenamento viário pretende aumentar a segurança e facilitar a circulação no bairro.
A previsão da Codetran é concluir totalmente o binário no início do próximo ano. Quando a etapa final for entregue, todas as extensões das ruas Luíz Lopes Gonzaga e Pedro Cristiano de Miranda funcionarão com sentido único de circulação.
Durante o período de adaptação, a região receberá sinalização complementar temporária. Além disso, agentes de trânsito estarão posicionados em pontos estratégicos para orientar motoristas, ciclistas e pedestres. A Codetran reforça que a presença das equipes é essencial para evitar confusões e garantir uma transição mais segura.
Como funciona um sistema binário de trânsito
Um sistema binário de trânsito organiza a circulação ao transformar duas vias paralelas em ruas de sentido único, porém opostas. Desse modo, uma via absorve o fluxo em um sentido, enquanto a outra direciona os veículos no sentido contrário. Essa configuração reduz conflitos, facilita manobras e melhora o escoamento do tráfego.
Além disso, os binários aumentam a segurança viária porque eliminam cruzamentos perigosos e diminuem a necessidade de conversões complexas. Em muitos casos, a implantação permite ampliar calçadas, criar ciclovias e oferecer mais fluidez aos transportes coletivos. Por isso, diversas cidades adotam esse modelo como estratégia permanente de mobilidade urbana.

