
Santa Catarina se prepara para abandonar de vez as antigas praças de pedágio. As futuras concessões devem adotar o sistema de livre fluxo, o chamado free flow. Nesse formato, o motorista passa direto, a tarifa é registrada automaticamente e o trânsito finalmente anda. A cobrança acontece por tag ou por leitura de placa, o que acelera a viagem e elimina filas. Assim, o trajeto fica mais simples e mais rápido.
Como as concessionárias vão cobrar
As concessionárias serão responsáveis por toda a operação. Elas vão instalar pórticos inteligentes que identificam cada veículo e calculam o valor com base no trecho percorrido. Com isso, o processo fica mais transparente e mais eficiente. Além disso, quem não tiver tag poderá pagar depois usando aplicativos ou sites oficiais. Dessa forma, ninguém fica de fora e todo o sistema funciona de forma integrada.
Benefícios diretos ao motorista
O impacto será imediato. Sem parar na cancela, o motorista ganha tempo e reduz o desgaste da viagem. Ao mesmo tempo, o uso da tag tende a oferecer descontos e mais praticidade. Para quem não dirige sempre, também haverá alternativas fáceis para quitar a tarifa. Além disso, o modelo diminui custos operacionais e permite que as concessionárias invistam mais em manutenção, segurança e melhoria da rodovia.
O que ainda está em debate
Mesmo com avanços, o novo modelo exige regras claras. Será preciso definir prazos de pagamento, penalidades e formas de informar os valores com transparência. Outro ponto importante é a proteção de dados, já que o sistema usa leitura de placas e identificação automática. À medida que as normas avançam, o estado se aproxima de uma virada histórica na forma de cobrar pedágio.
O pedágio sem praças físicas representa uma mudança profunda no jeito de circular pelas rodovias catarinenses. Com tecnologia, agilidade e mais opções de pagamento, o usuário ganha e o sistema se moderniza. Agora, o próximo passo depende de ajustes regulatórios e da implantação das novas concessões.

