
A Prefeitura de Itajaí, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e o Sebrae formalizaram, nesta quinta-feira (21), um protocolo de intenções para impulsionar a criação do Polo da Indústria da Defesa no município.
A iniciativa busca atrair investimentos, estimular a inovação tecnológica e ampliar a participação de empresas locais em um mercado considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do país.
A assinatura ocorreu durante a abertura da 4ª edição da SC Expo Defense, Inovação e Tecnologia, realizada em Florianópolis. A partir do acordo, as instituições pretendem unir esforços para fomentar novos negócios, incentivar pesquisas e fortalecer a cadeia produtiva ligada aos setores de defesa e segurança.
Fragatas da Marinha
O projeto ganha relevância porque Itajaí já concentra uma das principais operações da indústria de defesa brasileira. O município abriga o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), executado pelo Estaleiro TKMS Brasil Sul, considerado o maior programa de construção naval militar em andamento no país. O empreendimento reúne investimentos estimados em R$ 12 bilhões, além de gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos e mais de 6 mil indiretos na região.
Além da construção das fragatas, a proposta do polo pretende ampliar a presença de fornecedores, empresas de tecnologia, centros de pesquisa e instituições de ensino no segmento. A expectativa é criar um ambiente favorável à inovação e ao desenvolvimento de novos produtos e serviços voltados à defesa nacional.
A localização estratégica de Itajaí e sua estrutura logística figuram entre os principais argumentos para a implantação do polo. O município conta com porto, acesso rodoviário e tradição industrial, fatores considerados fundamentais para a expansão da atividade econômica ligada ao setor.
Segundo o prefeito Robison Coelho, o protocolo representa um passo importante para ampliar a participação de Itajaí na indústria de defesa brasileira. “Itajaí hoje é protagonista desse setor e nós queremos avançar ainda mais, tornando-nos um polo industrial de defesa como referência no Brasil. Hoje é um acordo histórico para fomentar essa atividade. Nós temos a construção das fragatas. Nós queremos ainda mais. Fornecer para a indústria de defesa nacional e criar outras alternativas econômicas. Esse sempre foi o nosso foco”, afirmou.

Mercado estratégico
A Base Industrial de Defesa reúne empresas, universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais responsáveis pelo desenvolvimento, produção e manutenção de equipamentos utilizados pelas Forças Armadas. O segmento engloba desde navios, aeronaves, drones e radares até componentes e sistemas tecnológicos empregados em diferentes áreas.
Conforme dados da Estratégia Nacional de Defesa 2025, cada real investido na indústria de defesa gera cerca de R$ 10 no Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, a aplicação de R$ 10 milhões em projetos do setor produz aproximadamente R$ 18,6 milhões em impactos diretos e indiretos na economia.
Em Santa Catarina, a atividade movimentou R$ 211 milhões no último ano, colocando o estado entre os principais polos brasileiros do segmento. Diante desse cenário, os signatários do protocolo avaliam que a criação do polo poderá ampliar a competitividade regional. Dessa forma, atrair novos empreendimentos e consolidar Itajaí como uma referência nacional na indústria de defesa.

