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UFSC afasta professor após denúncias de assédio sexual

Universidade abre processos administrativos e investiga conduta do docente em Florianópolis

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UFSC afasta professor após denúncias de assédio sexual

A Universidade Federal de Santa Catarina afastou um professor do campus Trindade, em Florianópolis, no dia 9 de abril, após receber denúncias de assédio sexual contra alunas.

Além disso, o Departamento de Processo Disciplinar (DPD) acolheu as denúncias e abriu dois Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra o docente. Pelo menos um dos processos trata diretamente de assédio sexual e reúne múltiplos relatos. A universidade determinou o afastamento por 60 dias, sem pagamento de salário.

Como os processos ainda estão em fase inicial e para preservar as denunciantes, a instituição decidiu não divulgar o nome nem a imagem do professor.

Estudantes expõem denúncias e organizam protestos

Antes do afastamento, estudantes já haviam se mobilizado. No dia 26 de março, eles colaram cartazes e capturas de tela de conversas entre o professor e alunas nas paredes do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

Além disso, os materiais exibiam mensagens trocadas entre 2017 e 2025 e frases de protesto, como “Não aceitaremos seu assédio”. As manifestações também incluíram críticas a uma publicação feita pelo docente sobre o caso de Catarina Kasten.

Comentário gera indignação entre alunos

O professor publicou, em uma rede social, um comentário sobre a morte da estudante, ocorrida em 2025. No texto, ele classificou o crime como “imprudência”, o que gerou forte reação negativa. Posteriormente, ele apagou a publicação, mas estudantes registraram e divulgaram o conteúdo.

Pressão estudantil leva ao afastamento

Após o primeiro protesto, a universidade suspendeu as aulas do docente. Em seguida, no dia 7 de abril, estudantes realizaram um novo ato e foram até a reitoria para cobrar medidas formais.

Diante da pressão, o reitor Irineu Manoel de Souza determinou o afastamento do professor por 60 dias.

Relatos apontam histórico de assédio

Nas redes sociais, diversas estudantes relataram episódios semelhantes envolvendo o professor ao longo de mais de uma década. Algumas afirmaram que o comportamento inadequado ocorria desde pelo menos 2014 ou 2015.

Além disso, uma ex-aluna declarou que sofreu assédio por meio de mensagens e que, na época, não recebeu apoio. Outros depoimentos indicam um padrão recorrente de conduta denunciada pelas estudantes.

Até o momento, a defesa do professor não se manifestou sobre o caso.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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