
Em Nova Trento, na Grande Florianópolis, o Tribunal do Júri está julgando nesta quinta-feira (26) uma mulher acusada de matar o marido e esconder o corpo. O crime ocorreu em setembro de 2024, na cidade vizinha de São João Batista. Um homem suspeito de participar do crime junto com ela também está no banco dos réus.
A mulher também é acusada de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A sessão começou às 9h, na Casa da Cidadania, já que o fórum de São João Batista não dispõe de salão do júri no local.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 11 de setembro de 2024, em uma área de mata às margens da rodovia SC-108, no bairro Krequer. O Ministério Público apurou que os acusados agiram juntos, com intenção de matar. Eles usaram um fio de cobre para estrangular a vítima, circunstância que provocou insuficiência respiratória por asfixia mecânica, conforme laudo pericial.
Após o crime, o casal ateou fogo no corpo da vítima, usando uma substância inflamável, colchão, tecidos e papel. A intenção era dificultar a localização e a identificação. Antes do transporte do corpo, os dois ainda adulteraram a placa de uma caminhonete com fita isolante para alterar um dos caracteres, a fim de dificultar a identificação do veículo por câmeras de monitoramento. A mulher responde ainda pelo porte ilegal de um revólver calibre .38, municiado, durante fuga para o Paraguai, país vizinho onde ocorreu sua prisão.
Ao todo, 10 testemunhas foram arroladas para a sessão plenária: duas pelo Ministério Público de Santa Catarina e cinco por cada réu, sendo duas comuns à acusação e à defesa.

