
Foi preso na Bolívia no começo da noite desta quarta-feira (29) o norte-americano radicado na Romênia Michael Luciano Borzas, de 20 anos. Conhecido como Romeno, ele estava foragido desde o dia 20 deste mês, quando matou a tiros um homem, feriu uma mulher e ateou fogo numa residência, em Balneário Camboriú, no litoral catarinense.
De acordo com a Polícia Federal, a localização de Michael contou com o trabalho de órgãos investigativos brasileiros e autoridades policiais do Paraguai, Argentina, Noruega, Bolívia, Peru e Estados Unidos. No Brasil, atuaram diretamente nas diligências que levaram à prisão a Polícia Federal as polícias Civil e Militar de Santa Catarina, CiberGAECO e a Polícia Civil do Paraná.
Michael foi abordado e preso por autoridades policiais bolivianas quando estava na iminência de cruzar a fronteira com o Peru, na região de Copacabana. No momento da abordagem, ele portava um documento de identidade falso do Peru, em nome de outra pessoa. Os agentes desconfiaram e o levaram para uma unidade policial, ode foi feita sua correta identificação.
Foragido
Michael já era considerado foragido da Justiça antes mesmo de cometer o crime no dia 20. Um mandado de segurança havia sido expedido pela pelo plantão da Vara de Garantias de Balneário Camboriú na véspera, dia 19, por tentativa de homicídio contra sua namorada, uma brasileira de 19 anos que reside na cidade.

No dia do crime, Michael invadiu o condomínio onde fica a residência da família da garota. Armado, ele rendeu um casal de funcionários da família e manteve os dois dentro da casa por algumas horas, até matar a tiros o homem, identificado como Vítor. Ele ainda ateou fogo num dos quartos da casa e fugiu do local. A mulher, que também ficou ferida, segue internada num hospital, mas não corre risco de morte.
A comunicação formal sobre a prisão ocorreu através dos Escritórios Nacionais da Interpol da Bolívia e do Brasil, que permanecem atuando nos desdobramentos internacionais do caso. Michael agora deverá aguardar na Bolívia o trâmite de processo de extradição a ser agora iniciado a partir de iniciativa da Justiça catarinense.


