
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) apreendeu equipamentos eletrônicos nesta quarta-feira (19), em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. A ação investiga o armazenamento de material de abuso sexual infantil em ambiente virtual.
O CyberGAECO deflagrou a Operação “Dark Archive” em apoio à investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia. Além disso, a Vara Regional de Garantias autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o investigado.
Investigação mira arquivos armazenados em dispositivos digitais
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação reuniu elementos que indicam a possível manutenção de arquivos ilícitos em dispositivos digitais.
Durante a ação, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e mídias de armazenamento. Agora, os materiais passarão por análise pericial e poderão fornecer novas provas para esclarecer os fatos.
Além disso, a perícia poderá ajudar os investigadores a identificar a origem, a forma de armazenamento e outros elementos relacionados aos arquivos que motivaram a operação.
Por enquanto, a investigação tramita sob sigilo. Portanto, o MPSC não divulgou detalhes sobre o investigado nem sobre o conteúdo encontrado durante o cumprimento da ordem judicial.
CyberGAECO reforça combate a crimes no ambiente virtual
A operação integra o trabalho especializado de repressão aos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual.
Nesse contexto, o MPSC e o Gaeco atuam na identificação de suspeitos, na coleta de provas digitais e na retirada de conteúdos ilícitos de circulação. Assim, a atuação busca não apenas responsabilizar envolvidos, mas também proteger vítimas e combater estruturas que sustentam esse tipo de crime.
O nome “Dark Archive”, por sua vez, faz referência a um acervo oculto de arquivos mantidos clandestinamente em ambientes digitais. A expressão remete justamente ao armazenamento sigiloso de conteúdos ilícitos em dispositivos eletrônicos ou plataformas virtuais.
Como os autos permanecem sob sigilo, novas informações deverão ser divulgadas somente quando houver autorização para dar publicidade ao conteúdo da investigação.

