
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagraram, nesta quinta-feira (26/2), a Operação Carne Fraca. A ação, por sua vez, apura possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa em uma unidade prisional da Serra Catarinense.
Além disso, o GAECO e o GEAC atuaram em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento investigatório. De acordo com as apurações, os fatos teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.
Durante a operação, as equipes cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um policial penal que exercia a função de diretor do presídio. Ao mesmo tempo, os agentes executaram quatro mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados.
A investigação começou após uma representação apontar um suposto esquema de concessão de benefícios irregulares a um detento. A partir disso, os investigadores reuniram indícios de que o então diretor teria mantido relação pessoal e funcional com a companheira do preso e, de forma reiterada, interferido informalmente em procedimentos da execução penal.
As provas
Segundo os elementos colhidos, o investigado teria recebido vantagens materiais e pessoais em troca de benefícios administrativos concedidos ao apenado. Assim, para os investigadores, a conduta indicaria o uso da função pública para atender interesses privados.
O Ministério Público escolheu o nome Operação Carne Fraca em referência às vantagens indevidas identificadas, especialmente à entrega frequente de carnes nobres ao agente público. Além do sentido literal, a denominação também remete, simbolicamente, à fragilidade ética apontada nas condutas investigadas.
Por fim, o processo tramita sob sigilo. O Ministério Público informou que divulgará novas informações assim que houver autorização judicial.
O GAECO atua como força-tarefa coordenada pelo MPSC e reúne integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. Já o GEAC é formado por promotores com atuação especializada em investigações e ações relacionadas a crimes contra a administração pública de maior complexidade.

