
A Justiça de Santa Catarina tornou ré, na quarta-feira (19), uma mulher de 22 anos acusada de matar o namorado durante uma briga em São Bento do Sul, no Planalto Norte do estado. Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ela agrediu o companheiro com empurrões e tapas e, depois, chutou o pescoço dele quando ele já estava no chão.
O homem perdeu os sentidos após a agressão e morreu posteriormente no hospital. Na mesma ocasião, conforme o MPSC, a mulher também teria agredido uma idosa de 70 anos com puxões e empurrões.
Justiça aceita denúncia do MPSC
A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e, com isso, a acusada passou à condição de ré em uma ação penal.
O MPSC acusa a mulher de homicídio qualificado e lesão corporal no contexto de violência doméstica. Além disso, a Promotoria aponta que o homicídio teria ocorrido com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a acusação, o crime também teria como agravante o fato de a vítima manter um relacionamento com a denunciada. Já a agressão contra a idosa envolve, conforme o Ministério Público, violência doméstica contra pessoa com 70 anos.
Como aconteceu a agressão
O caso aconteceu durante a madrugada de abril, na Rua João Pauli, no bairro Colonial, em São Bento do Sul.
De acordo com a denúncia, a mulher iniciou as agressões contra o namorado com empurrões e tapas. Em seguida, a vítima caiu no chão.
Ainda segundo o MPSC, a acusada desferiu pelo menos um chute na região do pescoço do homem. Após a agressão, ele perdeu os sentidos.
Familiares levaram o homem para uma unidade de pronto atendimento. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Na mesma ocorrência, a mulher também teria atacado uma idosa de 70 anos. Segundo a denúncia, ela puxou e empurrou a vítima.
Caso pode ir a júri popular
Com a denúncia aceita, o processo seguirá na Justiça e poderá levar a acusada a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O MPSC pediu que a mulher seja julgada pelos crimes apontados na denúncia e, caso seja condenada, que a Justiça fixe uma reparação mínima de R$ 100 mil pelos danos causados.
Agora, o processo seguirá as etapas previstas na Justiça. A acusada terá direito à defesa durante toda a ação penal, enquanto o Judiciário analisará as provas antes de decidir sobre a responsabilidade pelos crimes.

