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Cinco corpos em sacos levantam suspeita de serial killer em SP

Polícia Civil afirma que, até agora, não encontrou relação entre os cinco homicídios registrados em diferentes regiões da capital

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Cinco corpos em sacos levantam suspeita de serial killer em SP
Foto: Reprodução

Cinco pessoas morreram e tiveram os corpos encontrados dentro de sacos plásticos, sacolas ou cobertores em diferentes regiões de São Paulo entre 5 de setembro e 2 de outubro. Por causa da sequência de casos e de algumas semelhanças nas cenas, internautas passaram a levantar a hipótese de que um possível serial killer esteja agindo na capital. A Polícia Civil, porém, afirma que ainda não encontrou evidências que relacionem os homicídios.

Primeiro corpo apareceu no Jabaquara

O primeiro caso ocorreu em 5 de setembro, no Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Naquele dia, garis encontraram um corpo dentro de um saco plástico preto, amarrado e deixado em um canto de uma via pública.

Até o momento, a polícia não divulgou a identidade da vítima. Além disso, o 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, assumiu a investigação do caso.

Dois corpos são encontrados na zona leste

Cinco dias depois, a polícia encontrou outros dois corpos na zona leste. Os investigadores localizaram as vítimas em pontos separados por menos de 3 quilômetros e em um intervalo inferior a 24 horas.

No bairro Colônia, uma pessoa estava em um terreno baldio. Os responsáveis pelo crime amarraram a vítima, enrolaram o corpo em um cobertor e cobriram a cabeça com sacos plásticos.

Enquanto isso, na Vila Chuca, os policiais encontraram uma mulher enrolada em um cobertor e dentro de um saco plástico. Além disso, ela apresentava ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo.

Polícia encontra corpo no Jaçanã

Depois desses dois casos, moradores encontraram partes de outro corpo dentro de sacolas plásticas no Jaçanã. A vítima estava em uma área de difícil acesso.

A polícia identificou o homem como Murilo Sanches dos Santos, que estava desaparecido. Durante as buscas, os investigadores localizaram roupas e uma faca. Em seguida, a equipe utilizou técnicas de rapel para vasculhar a região.

O 73º Distrito Policial conduz a investigação.

Quinto caso ocorreu no Parque Ecológico do Tietê

Por fim, o caso mais recente ocorreu no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste. Policiais militares encontraram o corpo de um homem dentro de um saco plástico.

Além disso, os agentes encontraram os braços e as pernas da vítima presos com fita adesiva. Perto do cadáver, a equipe também localizou um estojo de munição.

A vítima usava uma camiseta vermelha e uma calça de moletom cinza. O registro da Polícia Civil apontou sinais de morte violenta e classificou o caso como homicídio. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também acompanha a investigação.

Polícia descarta ligação entre os crimes

Apesar da proximidade temporal e das semelhanças entre algumas ocorrências, a Polícia Civil e a Secretaria da Segurança Pública afirmam que não encontraram elementos para tratar os cinco episódios como uma única série criminosa.

Segundo a Secretaria, o DHPP já trabalha com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que os investigadores conseguiram identificar as vítimas. Ainda assim, até o momento, as equipes não encontraram elementos que permitam estabelecer uma conexão entre as ocorrências.

Teoria sobre possível serial killer cresce nas redes

Enquanto a polícia conduz as investigações separadamente, a sequência de mortes alimentou teorias nas redes sociais. A proximidade entre os casos e a maneira semelhante como algumas vítimas apareceram fizeram perfis voltados a crimes reais reunirem informações e apontarem possíveis coincidências.

Além disso, usuários passaram a questionar a atenção dada aos episódios e levantaram a possibilidade de existir uma relação entre eles.

As autoridades, contudo, mantêm a posição de que não há evidência técnica que conecte os cinco homicídios. Embora os investigadores troquem informações durante as apurações, cada caso segue uma investigação própria.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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