
O Ministério Público de Santa Catarina lançou nesta segunda-feira (30), em Florianópolis, o Mapa do Feminicídio, um estudo que reúne e cruza dados sobre mortes de mulheres por violência de gênero, com o objetivo de orientar políticas públicas, fortalecer a prevenção e reduzir novos casos no estado.
Estudo revela padrões e expõe a realidade
O levantamento analisa casos registrados entre 2020 e 2024, com atualização até 2025. Além disso, o estudo organiza dados oficiais e informações de investigações para mostrar como, onde e por que os crimes acontecem.
Na prática, o mapa identifica padrões claros. Ele aponta o perfil das vítimas, descreve os agressores, detalha o tipo de relação entre eles e ainda mostra onde os crimes ocorrem com mais frequência. Ao mesmo tempo, evidencia um dado crítico, muitos casos já tinham histórico de violência anterior.
Assim, o material deixa de ser apenas estatístico e passa a ser estratégico. Ele transforma números em informação útil para ação direta.




Ferramenta antecipa riscos e fortalece a prevenção
Mais do que analisar o passado, o mapa projeta o futuro. A proposta é simples e objetiva, antecipar cenários de risco para evitar novas mortes.
Com isso, o MPSC organiza informações que antes estavam dispersas. Em seguida, conecta dados e permite que instituições atuem de forma mais rápida e eficiente.
Ao mesmo tempo, a ferramenta fortalece a tomada de decisão. Ela ajuda órgãos públicos a direcionarem recursos, ajustarem políticas e atuarem com mais precisão nos pontos críticos.
Websérie dá rosto aos dados
Além do mapa, o Ministério Público lançou a websérie “Ausências”. A produção apresenta histórias reais de vítimas e, assim, transforma estatísticas em relatos humanos.
Com isso, o projeto amplia o impacto. Enquanto o mapa informa, a série emociona e conscientiza. E, justamente por isso, cria uma conexão direta com a sociedade.
Integração reforça combate à violência
Durante o lançamento, instituições públicas também firmaram um pacto de enfrentamento ao feminicídio. A iniciativa reúne diferentes órgãos e fortalece a atuação conjunta.
Na prática, isso significa mais integração, mais troca de informações e respostas mais rápidas. Consequentemente, a rede de proteção ganha força e eficiência.
Cenário exige ação imediata
Os dados reforçam a urgência. Santa Catarina segue registrando casos de feminicídio ano após ano, e o problema continua presente em 2026.
Diante disso, o Mapa do Feminicídio surge como uma ferramenta decisiva. Ele ilumina padrões, orienta ações e, principalmente, cria condições reais para prevenir novos crimes.
No fim das contas, o recado é direto, entender melhor para agir antes. Porque cada dado analisado pode representar uma vida preservada.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no Exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo whatsapp (610 99656-5008)

