
Nesta terça-feira (30), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou que já foi instaurado inquérito policial para investigar as circunstâncias envolvendo os casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas. A ação policial ocorre após suspeita de mortes e internações causadas por bebidas adulteradas.
“Dentre as razões, a questão da interestadualidade [há indícios de distribuição fora do estado de São Paulo] e a possível conexão com investigações recentes que fizemos, especialmente no estado do Paraná, com outras duas de São Paulo, em razão de toda a cadeia de combustível, onde parte disso passa pela importação de metanol pelo Porto de Paranaguá”, explicou.
Intoxicação por metanol
De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, já são seis casos de intoxicação por metanol. Todos com a suspeita de consumo de bebida adulterada.
Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.
Emergência médica
A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. Quando ingerido, o metanol é metabolizado no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.
Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Assim, em caso de identificação dos sintomas, é necessário buscar imediatamente os serviços de emergência médica.
Apreensões
Nesta segunda-feira (29), aconteceu a atuação de dois estabelecimentos por irregularidades sanitárias, durante uma força-tarefa das secretarias estaduais da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP). Na ação, 117 garrafas de bebidas sem rótulo e sem comprovação de procedência, em três estabelecimentos nos bairros Jardim Paulista e Mooca.

Os locais estão entre os suspeitos de comercializar bebidas adulteradas com metanol. Enfim os agentes encaminharam as garrafas para perícia no Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica.
Com informações da Agência Brasil

