
Uma mãe foi presa em flagrante sob a acusação de agredir o próprio filho de 5 meses em São João da Barra, no Rio de Janeiro. A suspeita filmou a si mesma desferindo tapas no rosto do bebê e enviou as imagens ao pai da criança. O objetivo do envio era pressioná-lo a pagar a pensão alimentícia. O caso ocorreu na madrugada do dia 7 de junho, e a Justiça concedeu liberdade provisória à mãe na última terça-feira (9).
Mãe grava violência contra bebê
O vídeo que motivou a prisão mostra uma sequência de agressões físicas e verbais explícitas. Ou seja, a mulher desfere tapas e apertos fortes no rosto do neném. Em determinado momento, ela pressiona a chupeta contra a boca do bebê e aperta suas bochechas.
Durante a gravação, a mãe também faz ameaças de morte direcionadas ao outro filho, um menino de 1 ano e 11 meses. Ela afirma que o homem encontraria todos mortos no local. A agressora responsabiliza o pai e outras pessoas pela ausência do dinheiro e condiciona a vida dos menores ao repasse financeiro.
Ação do Conselho Tutelar
O caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia anônima enviada ao Conselho Tutelar de São João da Barra, na localidade do Açu. Dessa forma, os conselheiros receberam o arquivo de vídeo e comprovaram a gravidade dos fatos.
O órgão municipal registrou a ocorrência na 145ª Delegacia de Polícia e acionou a Polícia Militar. Os policiais localizaram e prenderam a mulher em flagrante. Portanto, ela responde pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e de ameaça.
Destino das crianças
Após o resgate, o Conselho Tutelar encaminhou as duas crianças à Sala Lilás, um setor municipal especializado no acolhimento de vítimas de violência. Assim, o destino dos irmãos seguiu caminhos diferentes com base nos vínculos familiares.
- O bebê de 5 meses: Está sob os cuidados de um acolhimento institucional público. O pai biológico desta criança não havia se apresentado às autoridades até o encerramento do caso na delegacia.
- O menino de 1 ano e 11 meses: Foi entregue à responsabilidade do próprio pai, que não possui vínculo biológico com o bebê agredido.
Mulher liberada
Além disso, a acusada passou por audiência de custódia e obteve o direito de responder ao processo em liberdade. Por fim, a defesa da mulher não foi localizada para comentar o caso.

