
O governo do Irã lançou, nesta quarta-feira (18), um ataque contra Tel Aviv utilizando bombas de fragmentação. A ofensiva é uma resposta ao assassinato de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morto em uma operação israelense. O ataque à capital de Israel deixou dois mortos, elevando o total de vítimas fatais no país para 14 desde o início do conflito.
Ataque do Irã
Israel informou que o uso de bombas de fragmentação dificulta o trabalho dos sistemas de defesa aérea. Como esses artefatos se dispersam em múltiplos explosivos menores antes do impacto, a área de alcance se torna vasta e o risco para civis aumenta.
Paralelamente, a tensão nuclear voltou ao centro do debate global. O Irã comunicou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que um projétil atingiu o entorno da usina de Bushehr na noite de terça-feira (17).
Embora o incidente não tenha causado danos ou feridos, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, pediu “máxima contenção” para evitar um desastre ambiental ou nuclear.
Desfalques na cúpula de Teerã
A morte de Larijani representa a baixa de maior escalão no governo iraniano desde o início das hostilidades, quando um ataque matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Além disso, o Conselho Supremo de Segurança Nacional confirmou que o filho de Larijani e seu vice, Alireza Bayat, também morreram em bombardeios realizados na segunda-feira (16).
Os EUA e Israel mantêm a posição de que o objetivo das incursões é impedir o desenvolvimento do programa de armas nucleares do Irã e desarticular a liderança militar.
Impasse diplomático
Dessa forma, no campo diplomático, as perspectivas de um cessar-fogo permanecem distantes. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas enviadas ao Ministério das Relações Exteriores para a redução de tensões. Em sua primeira reunião de política externa, o líder afirmou que não haverá paz até que os adversários aceitem a derrota e paguem indenizações.
Até o momento, Mojtaba Khamenei não realizou aparições públicas ou pronunciamentos em vídeo, mantendo o mistério sobre se sua participação nas reuniões de governo ocorre de forma presencial ou remota

