
A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Silvana de Bruno, de 66 anos, que sofreu complicações após realizar uma série de procedimentos estéticos com o estudante de biomedicina Erick Avelaneda Ferreira de Souza, de 21 anos, em Curitiba.
De acordo com as investigações, em maio, Erick se apresentou à vítima como dentista e biomédico. Ele aplicou plasma facial, fez uma lipo de papada e realizou uma lipoenxertia nos seios. O último procedimento, segundo a polícia, foi o que causou o agravamento do quadro clínico. A família levou Silvana a um hospital, onde ela passou por uma mastectomia total e retirada parcial do tecido torácico. Apesar da cirurgia, a paciente sofreu um choque séptico e infecção grave, morrendo no início de outubro.
A polícia descobriu que Erick atendia em salas alugadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral, todas em Curitiba. No local, agentes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária apreenderam seringas e medicamentos. A suspeita é de que ele atuava há pelo menos oito meses. O jovem é investigado por exercício ilegal da medicina e homicídio doloso, por ter assumido o risco de causar a morte ao realizar procedimentos cirúrgicos sem habilitação. Ele prestou depoimento, mas permaneceu em silêncio.

Sem registro profissional
Por fim, o Conselho Regional de Biomedicina (CRBM) informou que Erick não possuía registro profissional e que recebeu uma denúncia anônima contra ele no início de 2025. Segundo o presidente do CRBM, Thiago Massuda, o suspeito não apresentou nenhum documento que comprovasse sua formação.
“Encaminhamos um ofício ao Ministério Público, já que ele exercia ilegalmente a biomedicina por não estar inscrito no conselho”, disse Massuda.
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