
Condenada pelo STF por participar dos protestos do 8 de janeiro de 2023 em Brasília, Jucilene Costa do Nascimento, de 62 anos, foi agredida por outras detentas dentro do Presidio Feminino de Florianópolis, onde cumpre sua pena de 14 anos de prisão. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (14) pelos seus advogados, que agora tentam obter para ela o benefício da prisão domiciliar.
Jucilene, que na época das manifestações em Brasília trabalhava como servidora do Instiotuto de Metrologia do Pará, está presa desde junho de 2024. Uma imagem postada nas redes sociais mostra a idosa com uma hematoma no olho esquerdo, resultado das agressões que sofreu. De acordo com a advogada Ana Sibut, uma das profissionais que atuam na defesa de Jucilene, a idosa sofreu tortura e corre um grave risco de morte na cela que divide com outras presidiárias. De acordo com ela, Jucilene está em estado de profunda depressão, e foi brutalmente espancada por presas comuns, entre elas, homicidas, traficantes e integrantes de facções criminosas.
“A unidade prisional não oferece condições mínimas para sua custódia e segue violando seus direitos mais básicos, colocando em risco real sua vida e sua integridade física e psíquica”, salientou Sibut.
Agressões no Presídio
A defesa também acionou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
“A defesa reforça que a vida de Jucilene está em risco real e iminente. A permanência da custodiada nas atuais condições configura grave violação aos direitos humanos, devendo ser imediatamente transferida para prisão domiciliar”, completou a advogada. Segundo ela, Jucilene dorme no chão, num colchão tão fino que parece um papelão.


