
As buscas seguem ininterruptas por Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, nesta quinta-feira (8). Os irmãos seguem desaparecidos desde o último domingo (4), quando brincavam juntamente com o primo Wanderson Kauan, de 8 anos, em área de mata próxima ao quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Wanderson foi resgatado na tarde desta quarta-feira (7) e fala revelou detalhes perturbadores sobre o que as três crianças enfrentaram nos últimos quatro dias.
O menino resgatado contou que as outras crianças podem estar em cativeiro, sob cuidados de uma mulher conhecida como “Gorda”. “Gorda é muito má dava só manga pra gente” , disse ele. Wanderson Kauan teria dito uma frase curta afirmando que Ágata e Allan “estão mais à frente”.
Portanto, agora a Polícia Civil, sob comando do Delegado Renato Aragão, concentra esforços para localizar o paradeiro da mulher mencionada pelo menino e resgatar os outros dois menores. As buscas avançam para áreas próximas ao povoado Santa Rosa, que fica vizinho ao quilombo São Sebastião dos Pretos, local onde elas desapareceram.
Resgate de Wanderson
Conforme informações divulgadas pelos bombeiros, um carroceiro encontrou o menino em uma estrada vicinal, totalmente nu, pálido e em profundo estado de choque. Logo, a camisa que Kauan vestia ao ser atendido pelo SAMU era de uma senhora, que retirou a própria vestimenta e cobriu a criança.
Wanderson continua internado, em observação no Hospital Geral de Bacabal, onde passa por exames. Contudo, não houve atualização do estado de saúde da criança até o fechamento desta matéria.
Em entrevista à imprensa, José Wanderson Cardoso, pai de Wanderson Kauã, afirmou que o filho conhece bem a área de mata onde teria ido brincar. Segundo ele, a criança é autista e costumava acompanhar o pai em percursos pela região. Dessa forma, o pai de Wanderson acredita em sequestro.
Suspeito de sequestrar irmãos desaparecidos
Por fim, até o momento, não há suspeitos relacionados ao desaparecimento das crianças, nem houve prisões. Ainda, as autoridades afirmam que ainda não há provas que indiquem crime.

