
A Polícia Civil e a Polícia Penal deflagraram na manhã desta terça-feira (16) a Operação Correios do Crime em Santa Catarina. A ação cumpre 37 mandados de prisão temporária e 36 de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa que atua no sistema prisional. As ordens judiciais ocorrem em seis penitenciárias de quatro cidades. O objetivo principal é desarticular o esquema de comunicação interna e externa do grupo.
Como funcionava o esquema criminoso
Portanto, a investigação começou no ano de 2025. Na ocasião, a Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) de Blumenau apreendeu diversas cartas manuscritas em posse de uma suspeita. A partir dessa abordagem, os policiais descobriram que a mulher funcionava como um elo vivo entre os detentos e os criminosos que permaneciam em liberdade.
Assim, o cruzamento de dados com a inteligência da Polícia Penal permitiu mapear a estrutura do grupo. Os agentes identificaram lideranças e descobriram que os manuscritos continham mais do que mensagens informais. Os textos detalhavam o controle financeiro da organização, cadastros de novos membros, ordens de execução e cobranças rigorosas.
Varredura nas celas e nas ruas
Dessa forma, o esquema de segurança mobilizou o Grupo Tático de Intervenção (GTI) e o Núcleo de Operações Táticas (NOT). Os policiais concentraram a maior parte dos mandados na Penitenciária Industrial de Blumenau, onde revistaram 22 alvos. A operação também alcançou o Presídio Regional de Blumenau, além das unidades de Joinville, Jaraguá do Sul e São Pedro de Alcântara.
Ademais, a Justiça enviou uma das ordens de prisão para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde uma das lideranças está isolada. Nas ruas, as equipes prenderam suspeitos nos bairros Itoupava Norte, em Blumenau, e no município de Laurentino. Os policiais também recolheram documentos e celulares em Florianópolis e Palhoça.




Próximos passos da investigação
Desse modo, a Polícia Civil mantém os trabalhos de análise para consolidar as provas contra os investigados. Os novos materiais apreendidos passarão por perícia técnica nos próximos dias. Por fim, as autoridades buscam identificar outros membros da rede e descobrir se o grupo planejava ataques recentes.

