
Uma operação coordenada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária resultou na interdição de uma fábrica clandestina de sorvetes na tarde desta quinta-feira (2), em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí. O estabelecimento operava sem qualquer registro nos fundos de uma residência no bairro Santo Antônio, expondo consumidores a graves riscos de saúde.
Precariedade da fábrica de sorvetes
De acordo com os relatórios das equipes de fiscalização, o cenário encontrado no local era alarmante.
Durante a inspeção, os agentes identificaram:
- Equipamentos com falta de higiene: Máquinas de produção acumulavam sujeira visível.
- Matéria-prima deteriorada: Insumos básicos para a fabricação dos sorvetes estavam com a data de validade expirada há mais de dois anos.
- Ausência de procedência: Os produtos finalizados não apresentavam rótulos, datas de validade ou selos de inspeção sanitária.
Reincidência e desrespeito à lei
A investigação começou após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) receber denúncias anônimas. Anteriormente, na terça-feira (31), as autoridades já haviam realizado uma primeira fiscalização, descartado materiais vencidos e lacrado o imóvel.
Contudo, o proprietário ignorou as ordens legais. Novas denúncias alertaram que a produção continuava a pleno vapor. Ao retornarem ao endereço nesta quinta-feira, os fiscais confirmaram o rompimento dos selos de interdição e encontraram máquinas em operação, além de baldes de sorvete recém-produzidos.




Próximos passos
Em virtude da reincidência, a Vigilância Sanitária reforçou o lacre das máquinas e bloqueou os acessos ao local. Além disso, todos os produtos ilegais foram apreendidos para destruição imediata.
Paralelamente, a Polícia Civil instaurou um inquérito policial para responsabilizar criminalmente os envolvidos. Por fim, as investigações agora focam na identificação formal de todos os responsáveis pelo negócio irregular.

