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Ex-atleta da base do Avaí não é suspeito de matar cão Orelha

Adolescente esteve na Praia Brava e é citado nas redes sociais como envolvido

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Ex-atleta da base do Avaí não é suspeito de matar cão Orelha
Foto; Divulgação

Após questionar a polícia, a família afirmou que o ex-atleta das categorias de base do Avaí Futebol Clube, citado nas redes sociais como envolvido nas agressões contra o cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, não é um suspeito. O nome do jovem começou a circular em listas de supostos autores criadas por internautas. O processo segue em sigilo de Justiça.

Ao saber que o nome do filho havia sido mencionado, o pai do adolescente compareceu voluntariamente à delegacia para esclarecer a situação. Na unidade, a delegada responsável estranhou a presença da família, justamente porque o nome do rapaz nunca apareceu no inquérito. De acordo com o pai, os peritos analisaram 72 horas de gravações das câmeras de segurança e não encontraram o ex-atleta em nenhum dos registros.

A família do jovem emitiu uma nota oficial repudiando a exposição e as acusações sem provas nas redes sociais. Segundo o documento, o rapaz esteve na Praia Brava no início do mês, mas deixou o local no dia 5 de janeiro, às 10h da manhã — dias antes do crime contra o animal.

O pai relatou que a família recebe diversas mensagens e ligações com teor de ameaça. Os familiares reforçaram que sequer possuem imóvel na Praia Brava.

Além disso, o Avaí se manifestou publicamente para esclarecer que não possui mais qualquer vínculo contratual com o jovem citado.

Foco nos verdadeiros suspeitos

A Polícia Civil concentra esforços nos quatro adolescentes que realmente possuem indícios de autoria no crime. Na manhã desta segunda-feira (26), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas desses investigados, localizadas no bairro João Paulo.

A polícia apreendeu celulares e notebooks que passarão por perícia técnica. Dois desses adolescentes, conforme revelado pelas autoridades, seguem em viagem para a Disney e devem prestar depoimento assim que retornarem ao Brasil. O Ministério Público acompanhará as oitivas para decidir as medidas socioeducativas.

Por fim, três adultos enfrentam um inquérito por coação. Com o uso de uma arma, eles teriam tentado impedir que o porteiro de um prédio de luxo entregasse informações ou imagens das câmeras de segurança às autoridades.