
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que o país intensificará os ataques ao Irã utilizando bombas gravitacionais de precisão. Diferente dos mísseis complexos usados no início da guerra, essas bombas são mais simples, abundantes e extremamente letais devido ao seu sistema de guia.
“Bombas inteligentes”
Diferente do míssil, a bomba gravitacional dispensa propulsão própria. O avião solta o armamento, que utiliza apenas a força da gravidade e a velocidade da aeronave para atingir o solo.
- Bombas “burras”: São modelos antigos que caem em queda livre, com baixa precisão.
- Bombas de precisão (Inteligentes): São as que os EUA usarão agora. Elas possuem aletas móveis no corpo do armamento que corrigem a trajetória durante a queda, utilizando sinais de GPS e laser para atingir o alvo com margem de erro mínima.
Por que usar esse armamento agora?
Os EUA optaram por essas bombas porque destruíram os sistemas de defesa iranianos. Como resultado, aviões maiores e mais lentos, como o bombardeiro B-52, podem voar sobre o território inimigo sem risco de serem abatidos.
Além disso, o custo é reduzido: o Pentágono possui um estoque “praticamente ilimitado” dessas munições de 500, 1.000 e 2.000 libras.
Variantes e poder de destruição
- Bunker Busters: Uma variação desse explosivos consegue perfurar até 60 metros de solo antes de explodir, ideal para destruir instalações subterrâneas.
- Capacidade Nuclear: Embora não haja planos de uso imediato, as bombas gravitacionais do modelo B61 podem carregar ogivas nucleares. Atualmente, os EUA mantêm cerca de 100 dessas unidades em bases da Otan.

