
O serviço de inteligência do Irã enviou uma mensagem ao governo dos Estados Unidos indicando disposição para retomar as negociações e encerrar a guerra. Segundo a emissora de televisão CNN, o contato foi transmitido por um país intermediário e entregue à Agência Central de Inteligência americana (CIA). O órgão atua na linha de frente da estratégia externa de Washington neste período de crise.
Apesar do aceno diplomático, o governo de Teerã nega oficialmente qualquer abertura. O vice-ministro Majid Takht-Ravanchi afirmou que o país permanece em “modo defensivo” e que não enviou mensagens ao governo americano, contradizendo a apuração da emissora.
Escalada militar e mortes confirmadas
A suposta tentativa de diálogo ocorre em meio a um cenário de guerra total. Nesta quarta-feira (4), o Irã confirmou que 1.045 pessoas morreram desde o último sábado (28), quando se iniciaram os ataques conjuntos entre EUA e Israel.
Além disso, as ofensivas atingiram alvos de cúpula em Teerã e outras cidades estratégicas. O balanço oficial aponta que as operações resultaram na morte de comandantes militares de elite e do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Postura de Washington e o papel da inteligência
Por outro lado, a Casa Branca mantém uma postura de cautela. Embora funcionários do governo Trump admitam que quase uma dúzia de nações se ofereceu para mediar a crise, fontes oficiais à CNN garantem que não há discussões sérias para um cessar-fogo imediato no curto prazo.
Enquanto isso, o Pentágono reforça a pressão militar. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que os EUA estão “apenas começando” uma fase intensiva para desmantelar o programa de mísseis iraniano e impedir que o país obtenha armas nucleares.
O uso da CIA como canal de comunicação é comum nestas situações de conflito direto, permitindo que propostas circulem sem a necessidade de um reconhecimento político formal imediato.

