
O mistério sobre os irmãos desaparecidos, Ágatha Isabelly e Allan Michael, ganhou um novo capítulo neste fim de semana. A Polícia Civil apura uma denúncia de que as crianças teriam aparecido em um hotel no bairro da República, centro de São Paulo, na tarde de sábado (24). Os irmãos sumiram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área quilombola em Bacabal, a 250 quilômetros de São Luís, no Maranhão.
Enquanto a polícia paulista checa a denúncia, no Maranhão se mantém uma operação de busca complexa. Mais de 500 profissionais, incluindo membros da Marinha e do Corpo de Bombeiros, já varreram a mata local. Atualmente, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) direciona os esforços para a investigação policial, sem descartar nenhuma hipótese.
Resgate do primo
A esperança de encontrar Ágatha e Allan se renovou quando o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, reapareceu com vida três dias após o sumiço. Produtores rurais encontraram o menino em uma carroça a quatro quilômetros do ponto inicial. Após receber alta hospitalar na última terça-feira (20), Anderson passou a auxiliar as autoridades.
O menino guiou os policiais até uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, perto do Rio Mearim. Mergulhadores utilizam o sonar side scan para escanear o fundo do rio, buscando pistas mesmo em águas turvas. Voluntários acharam vestimentas perto de uma gruta, mas a SSP-MA confirmou que os itens não pertenciam aos irmãos.
Mudança de estratégia nas buscas por irmãos desaparecidos
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martin, informou que as equipes já concluíram a varredura minuciosa por terra, ar e com cães farejadores. Por esse motivo, a força-tarefa reduziu o número de homens em campo. Assim, o foco está na investigação da Polícia Civil, que conta com delegados de diversas superintendências.
A força de segurança realiza coleta de depoimentos de familiares e moradores e, além disso, cruzade dados de inteligência entre os estados.
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