
O Ministério Público de São Paulo prendeu, na manhã desta sexta-feira (16), uma delegada da Polícia Civil suspeita de manter ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu durante a Operação Serpens, que também resultou na detenção temporária de um integrante da facção criminosa e no cumprimento de mandados em dois estados.
A delegada Layla Lima Ayub, empossada em dezembro de 2025 como delegada de 3ª classe, entrou no centro das investigações após promotores identificarem relações pessoais e profissionais com membros do PCC. Além disso, segundo o Ministério Público, ela continuou atuando como advogada em audiências de custódia, mesmo após assumir oficialmente o cargo na Polícia Civil.
As apurações indicam que a delegada representou presos ligados à facção criminosa de forma irregular. Com isso, os investigadores reuniram provas que apontam não apenas a quebra de dever funcional, mas também possível colaboração com a estrutura do crime organizado. Diante desse cenário, a Justiça autorizou medidas imediatas.
Durante a operação, equipes do Gaeco de São Paulo, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil paulista e do Gaeco do Pará, cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Além disso, os agentes prenderam temporariamente um integrante do PCC que se encontrava em liberdade condicional.
Segundo o Ministério Público, a atuação integrada das forças de investigação permitiu mapear a rede de contatos da delegada. Dessa forma foi possível interromper uma possível infiltração da facção criminosa dentro da estrutura estatal. Por isso, os promotores tratam o caso como estratégico no enfrentamento ao crime organizado.
Agora, Layla Lima Ayub permanece sob custódia e à disposição da Justiça. Enquanto isso, o Ministério Público segue aprofundando as investigações para identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão das ligações entre a delegada e o PCC.

