
A Polícia Civil localizou um corpo durante a investigação sobre o desaparecimento de Francisco José Rangel Martinez, de 44 anos, no Oeste de Santa Catarina. O homem, de origem venezuelana, não era visto desde 19 de julho. Além disso, os investigadores prenderam temporariamente três pessoas suspeitas de envolvimento no caso.
A equipe da Delegacia de Homicídios de Chapecó encontrou o corpo na tarde e na noite de segunda-feira (10). O cadáver estava a aproximadamente três quilômetros do trevo entre Maravilha e Cunha Porã e apresentava sinais de violência.
No entanto, a Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente a identidade da vítima, mas acredita que seja o venezuelano desaparecido. A perícia precisa realizar os exames necessários para verificar se o corpo pertence, de fato, a Francisco.
Investigação aponta possível sequestro
Durante as diligências, a Polícia Civil também cumpriu três mandados de prisão temporária. A Justiça autorizou as prisões após o delegado responsável apresentar os elementos reunidos ao longo da investigação.
Conforme a Polícia Civil, os suspeitos podem ter participado de um crime que envolve sequestro, privação de liberdade e morte. Além disso, uma das linhas investigadas considera a possibilidade de extorsão mediante sequestro com resultado morte.
Por isso, os investigadores agora buscam esclarecer como o crime aconteceu. A equipe também pretende descobrir se a vítima permaneceu em cativeiro antes de morrer e qual foi a participação individual de cada suspeito.
As diligências começaram após o desaparecimento, registrado em 19 de julho. Desde então, a Delegacia de Homicídios de Chapecó acompanhava o caso e realizava buscas para localizar o homem.
Venezuelano vivia em Chapecó havia dois anos
Francisco José Rangel Martinez morava em Chapecó havia aproximadamente dois anos. No município, trabalhava como entregador para empresas de comércio eletrônico. Antes de chegar ao Brasil, ele vivia na Venezuela e atuava como advogado.
Após cerca de 20 dias de investigação, os policiais encontraram o cadáver que pode ser da vítima. Entretanto, a confirmação depende dos procedimentos periciais.
A Polícia Civil mantém outras informações sob sigilo neste momento. Dessa forma, a corporação pretende evitar qualquer prejuízo ao andamento das investigações.
Agora, os investigadores trabalham para esclarecer a dinâmica do crime, confirmar a identidade do corpo e reunir provas sobre a participação dos três presos. Novas informações devem ser divulgadas quando a Polícia Civil considerar que os dados não comprometem a apuração.

