Região Brasil

Condenada no caso menino Bernardo é encontrada morta

Edelvania Wirganovicz, de 51 anos, cumpria pena de 23 anos de reclusão

Autor
Condenada no caso menino Bernardo é encontrada morta
Edelvânia era enfermeira e aplicou injeções no garoto. Foto: divulgação.

Um dos crimes de maior repercussão no Brasil dos últimos 10 anos ganhou mais um desdobramento nesta terça-feira (22). Condenada por homicídio no caso menino Bernardo Uglione Boldrini, em abril de 2014, a enfermeira Edelvania Wirganovicz, de 51 anos, foi encontrada morta numa cela do Instituto Penal Feminino, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A informação da morte teve confirmação por parte da Susepe, órgão do Governo Gaúcho que administra o sistema prisional. Além disso, o corpo estava com sinais de enforcamento.

Edelvânia era amiga de Graciele Ugulini, madrasta de Bernado. O crime ocorreu na cidade de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Da mesma forma, na época, ela indicou onde o corpo do menino estava enterrado.

O Juri popular condenou Edelvania a um total de 23 anos de reclusão, 21 anos e 4 meses pelo homicídio e um ano e seis meses por ocultação de cadáver. Além disso, ela estava cumprindo regime semiaberto após ter a prisão domiciliar revogada em fevereiro de 2025.

“A Polícia Penal informa que a apenada Edelvania Wirganovicz, que cumpria pena no regime semiaberto no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre, apareceu sem vida durante a tarde desta terça-feira (22). Ela estava com sinais de enforcamento e os indícios preliminares apontam para que a própria apenada tenha cometido o ato. Da mesma forma, a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias foram acionados para investigar o fato e as causas do óbito. A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário também acompanha a apuração do caso”, diz a nota oficial da Susepe.

Relembre o caso

Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando desapareceu, em Três Passos, em abril de 2014. Dessa forma, o corpo só apareceu dez dias depois, enterrado em uma cova em uma propriedade às margens do rio Mico, na cidade vizinha de Frederico Westphalen, na divisa com Santa Catarina.

No mesmo dia, a Polícia prendeu o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, ambos suspeitos de serem o mentor intelectual e a executora do crime. Além disso, eles contaram com a ajuda da enfermeira Edelvania Wirganovicz, que na época recebeu R$ 20 mil em pagamento.

Dias depois, Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvania, também foi para a prisão, suspeito de ser a pessoa que preparou a cova onde encontraram o corpo do menino. Além disso, os quatro foram submetidos a júri popular e condenados pelo Tribunal do Júri. Na ocasião, Boldrini teve o julgamento anulado e foi novamente submetido a júri popular em 2023.

CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 90

Confira as penas:

Graciele Ugulini, a madrasta, recebeu pena de 34 anos e 7 meses de prisão.

Leandro Boldrini, o pai, teve condenação de 33 anos e 8 meses de cadeia.

Edelvânia Wirganovicz, a amiga, recebeu uma pena de 22 anos e 10 meses de prisão.

Evandro Wirganovicz, o irmão da amiga, recebeu uma sentença de 9 anos e 6 meses em regime semiaberto.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

Ver todas as matérias de Róbinson Gambôa