
Em menos de uma semana, a polícia identificou sete grupos criminosos especializados no golpe do bilhete premiado. Todos os investigados moram em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul. A investigação aponta que a cidade funciona como base da quadrilha. De lá, os suspeitos viajam pelo país para aplicar a fraude. Mesmo antigo, o golpe ainda atrai vítimas com a promessa de um grande prêmio.
Uma vítima relatou que um homem idoso a abordou na rua. Ele disse que tinha um bilhete supostamente premiado. Alegou que não sabia onde ficava uma lotérica. Pediu ajuda para sacar o valor. Com a história, ele conseguiu enganá-la.
Entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, a polícia prendeu os sete grupos em operações distintas. Os agentes cumpriram mandados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo e Paraíba. Eles localizaram suspeitos em Passo Fundo, Alvorada e Sarandi (RS). Também prenderam envolvidos em Itapema e Balneário Camboriú (SC). As equipes atuaram ainda em Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Vitória (ES) e Maceió (AL).
O delegado Adroaldo Schenkel falou ao G1. Ele afirmou que muitos criminosos saem de Passo Fundo para aplicar o golpe em outros estados. Segundo o delegado, os suspeitos adaptam a estratégia para enganar novas vítimas. Ele reforçou que o crime causa prejuízos financeiros e também danos emocionais.
Como funciona o golpe:
O crime segue um roteiro tradicional. Primeiro, o criminoso aborda a vítima em local público, alegando possuir um bilhete premiado. Em seguida, um comparsa confirma a história, muitas vezes por telefone, fingindo ser funcionário de banco. Depois, os golpistas criam proximidade emocional e convencem a vítima a trocar dinheiro pelo bilhete. Por fim, eles fogem em poucos minutos, e o prejuízo só é percebido posteriormente.

