
O casal de empresários Moacir João Ariotti, de 55 anos, e Aline Borin, de 36, proprietários de uma pousada na cidade de Palmitos, no extremo Oeste catarinense, foi condenado pelo homicídio de uma funcionária, motivado pela reinvindicação de direitos trabalhistas. Moacir foi condenado também pela tentativa de homicídio do marido da vítima, também funcionário do empreendimento.
De acordo com a ação penal da Promotoria de Justiça da Comarca de Palmitos, os fatos ocorreram em 29 de setembro de 2025 e tiveram origem em conflitos envolvendo relações de trabalho. A vítima, identificada como Lethycia Rodrigues de Lima, de 35 anos, trabalhava sem carteira assinada e também residia na pousada administrada pelos denunciados. Ela foi demitida, não recebeu nenhum centavo e foi morta por reivindicar a adequação de sua jornada de trabalho e o pagamento de direitos trabalhistas. Ela chegou a trabalhar por até 23 horas seguidas.
Ao analisar o caso, como sustentado no julgamento pela Promotora de Justiça de Palmitos, Patrícia Castellem Strebe, e pelo Promotor de Justiça Edisson de Melo Menezes, do Grupo Especial do Júri do MPSC, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também reconheceu a tentativa de homicídio qualificada pelo motivo fútil contra o sobrevivente.

