
O esposo de Deise dos Anjos, Diogo Silva dos Anjos, e o filho do casal realizaram um exame na semana passada. A perícia coletou urina dos dois e identificou a presença de arsênio. A mulher continua presa, sendo a principal suspeita de envenenar um bolo que matou três pessoas da mesma família, em Torres, no Rio Grande do Sul.
O Instituto Geral de Perícias (IGP) realizou o laudo, depois de feita a coleta pelo Posto Médico Legal de Osório. Agora, a polícia busca esclarecer quando o filho e o marido de Deise ingeriram a substância. Este mesmo exame foi realizado na sogra de Deise, Zeli Teresina dos Santos, quando também foi identificada a intoxicação por arsênio.
“Operação Acqua Toffana”
Acqua Toffana é o nome da operação que investiga Deise como suspeita de cometer uma série de crimes por envenenamento. Depois da exumação do corpo do sogro, Paulo Luiz, veio a confirmação de que ele morreu por envenenamento, em setembro do ano passado. Ela teria tentado cremar o corpo do sogro para esconder vestígios do crime.
Após a confirmação, a Polícia Civil passou a suspeitar de que Deise teria cometido outros crimes em seu círculo familiar. Segundo o delegado Marcos Veloso, acontecerá a investigação de todas as mortes próximas a Deise. Contudo, ela está presa desde o dia 5 de janeiro por triplo homicídio qualificado e tripla tentativa de homicídio.
Relembre o caso de envenenamento por arsênio
Sete pessoas da mesma família se reuniram para um café da tarde e comeram o bolo em Torres. Zeli Teresinha Silva dos Anjos fez o bolo em Arroio do Sal e levou até Torres. Três mulheres que estavam no café morreram em um intervalo de algumas horas.
Conforme informações divulgadas pelo hospital, Tatiana Denize Silva dos Anjos, de 43 anos, e Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, tiveram parada cardiorrespiratória. Neuza Denize Silva dos Anjos, de 65 anos, teve como causa da morte divulgada “choque pós-intoxicação alimentar”.
No grupo estavam quatro idosos, uma criança e dois adultos. Segundo relato dos sobreviventes, o bolo estava com gosto desagradável e apimentado.
Assim, o exame realizado em uma das pessoas que morreram e em duas sobreviventes após comerem o bolo na confraternização familiar, detectou a presença de arsênio na corrente sanguínea. O resultado, portanto, saiu no dia 26 de dezembro de 2024.
Depois disso, o corpo do sogro de Deise foi exumado e identificou que ele havia mesmo consumido arsênio antes da morte. Assim, marido e filho da suspeita também passaram pelos exames, que identificaram a intoxicação pela substância. Contudo, agora a polícia suspeita de que Deise teria cometido outros crimes anteriormente, incluindo a morte do próprio pai.

