
Neste domingo (5), a polícia prendeu uma mulher próxima da família como suspeita de envenenar o bolo que matou três pessoas em Torres, no Rio Grande do Sul. Ela é a suspeita de colocar arsênio no alimento que levou sete pessoas da mesma família a serem hospitalizadas, sendo que três delas morreram.
A prisão temporária da mulher foi decretada pela Justiça após a investigação apontar indícios de que ela seria responsável pelo crime. Segundo a Polícia Civil, ela foi autuada por triplo homicídio duplamente qualificado e tripla tentativa de homicídio.
O delegado Marcos Vinicius Muniz Veloso é o responsável pela investigação, bem como pela prisão da suspeita. A polícia encaminhou a mulher para a Delegacia da Polícia de Torres e, posteriormente, ao Presídio Estadual Feminino de Torres.
A polícia já ouviu 15 pessoas neste inquérito que apura a morte das três mulheres. Zeli dos Anjos, a senhora que fez o bolo, deve prestar depoimento assim que estiver em boas condições de saúde. Ela continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em situação estável.
Até o momento, sabe-se que a suspeita tinha uma boa relação com a família e não há disputa por herança. Logo mais, às 9h desta segunda-feira (6), acontecerá uma coletiva de imprensa para dar mais detalhes sobre este crime bárbaro que chocou o litoral gaúcho.
Relembre o caso de envenenamento do bolo
Sete pessoas da mesma família se reuniram para um café da tarde e comeram o bolo em Torres. Zeli Teresinha Silva dos Anjos fez o bolo em Arroio do Sal e levou até Torres. Três mulheres que estavam no café morreram em um intervalo de algumas horas.
Conforme informações divulgadas pelo hospital, Tatiana Denize Silva dos Anjos, de 43 anos, e Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, tiveram parada cardiorrespiratória. Neuza Denize Silva dos Anjos, de 65 anos, teve como causa da morte divulgada “choque pós-intoxicação alimentar”.
No grupo estavam quatro idosos, uma criança e dois adultos. Segundo relato dos sobreviventes, o bolo estava com gosto desagradável e apimentado.
Assim, o exame realizado em uma das pessoas que morreram e em duas sobreviventes após comerem um bolo em confraternização familiar, detectou a presença de arsênio na corrente sanguínea. O resultado, portanto, saiu no dia 26 de dezembro de 2024.
Investigação sobre a morte do ex-marido
Conforme o delegado Marcos Vinícius, um inquérito policial irá identificar se o ex-marido da mulher que confeccionou o bolo morreu envenenado, em setembro deste ano. Ele teve como causa da morte uma intoxicação alimentar, porém não houve investigação.
O caso veio à tona depois deste episódio em que demais familiares da mulher que fez o bolo terem morrido após o consumo. desta forma, o delegado que conduz o caso optou por pedir exumação do corpo para investigar as causas da morte.

