
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, concluiu o inquérito que apurou o assassinato de Antônio Marcos Sousa, ocorrido em 7 de julho de 2025, no bairro Cedro Alto. O órgão indiciou um homem de 58 anos, morador do local, pelo crime de homicídio.
De acordo com o delegado Fernando Farias, as investigações apontaram que o crime foi motivado por desavenças pessoais, após a vítima desconfiar que a ex-companheira teria iniciado um relacionamento com o suspeito. No dia do crime, Antônio teria ido até a residência do autor para confrontá-lo.
O laudo cadavérico confirmou três disparos de arma de fogo, todos de cima para baixo, sendo um deles na região atrás da orelha. Durante a apuração, a equipe ouviu oito testemunhas, realizou perícia no local, análise balística, bem como papiloscópica.
A Polícia Civil descartou a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito, considerando que o conjunto de provas não sustentou essa tese. No dia 5 de agosto, o investigado foi até a Unidade Prisional, onde agentes o prenderam preventivamente. Ele permanece à disposição da Vara do Tribunal do Júri de Brusque.
“Maranhão” teve carreira no futebol profissional e amador
Antônio Marcos Sousa, conhecido no meio esportivo como “Maranhão”, construiu parte da sua vida em torno do futebol. Natural de São Luís, no Maranhão, ele tinha 35 anos e vivia em Brusque.
Com talento para a bola desde jovem, Maranhão chegou a atuar profissionalmente, defendendo clubes no Brasil e no exterior, com passagens pela Indonésia, Austrália, Paraná Clube e, ainda assim, outras equipes menores.
Após a carreira profissional, manteve-se, em seguida, ativo no futebol amador, tornando-se figura conhecida nas competições de São João Batista. Vestiu a camisa de times tradicionais como Cardoso, Juventude e Catarinense, disputando a Série A do Campeonato Municipal.
Amigos e companheiros de equipe lembram dele como um atleta dedicado e competitivo, que mantinha o carisma dentro e fora de campo.
Relembre o caso
Dois dias após o crime, em 9 de julho, o suspeito compareceu espontaneamente à delegacia para prestar depoimento. Na ocasião, ele afirmou, por meio da defesa, que agiu para proteger a própria vida e familiares de supostas ameaças feitas pela vítima. A Polícia Militar encontrou Antônio Marcos Sousa, de 35 anos, morto em uma estrada de acesso a uma propriedade rural, ao lado de uma motocicleta. Perto do corpo, os policiais localizaram, portanto, um revólver calibre .38, com cinco munições deflagradas.

