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Advogados contestam prisões de políticos na Operação Mensageiro

Audiências de custódia na quinta-feira duraram cinco horas e terminaram às 21h30

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Advogados contestam prisões de políticos na Operação Mensageiro
Foto: Divulgação / Ministério Público de SC

Reportagem de Jamille Cardoso e Róbinson Gamboa

Os oito prefeitos presos na quinta-feira (27) na quarta fase da Operação Mensageiro, em Santa Catarina, seguem detidos em Florianópolis. O Ministério Público informou que as audiências de custódia duraram mais de cinco horas, terminando em torno das 21h30. Nenhum dos suspeitos foi liberado. Enquanto isso, advogados de defesa contestam a permanência dos políticos na cadeia.

No total, 15 prefeitos foram detidos no estado desde o começo das investigações do Gaeco, que apuram denúncias de um suposto esquema de corrupção na licitação de lixo em várias cidades de Santa Catarina. Outros agentes políticos, como vice-prefeitos e diretores de autarquias, também foram alvos de mandados de prisão, além busca e apreensão em prefeituras.

A defesa do vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, e do ex-gerente de Gestão Municipal da mesma cidade, Darlan Mendes da Silva, reiterou nesta sexta-feira (28) os argumentos lançados em suas manifestações nos autos, no sentido de que não há qualquer comprovação de suas participações no suposto esquema criminoso. Confira abaixo a nota oficial do advogado Rodrigo Roberto da Silva obtida pelo Guararema News:

“Os depoimentos dos colaboradores, que sustentam a denúncia, são repletos de contradições e não possuem provas que os corroborem. Ademais, com a denúncia já recebida e com a prova da acusação já apresentada, não há motivos para a manutenção da prisão preventiva. Dito isso, a defesa tem a convicção de que ao final da instrução criminal tudo restará esclarecido e, por consequência, o vice-prefeito Caio César Tokarski e o ex-gerente de Gestão Darlan Mendes da Silva serão absolvidos.”

O que dizem as defesas

Dos 15 prefeitos presos, apenas quatro se manifestaram através de seus advogados até o momento, já que o processo corre sob segredo de Justiça. A defesa de Vicente Corrêa Costa (PL), prefeito de Capivari de Baixo, disse que seu cliente e seus ex-secretários são inocentes e que isso será provado durante a instrução criminal. O advogado ponderou que a denúncia está amparada apenas na delação premiada e que Vicente não faz parte do do grupo.

O advogado Manolo Rodriguez Del Olmo, que defende o prefeito de Papanduva, Luiz Henrique Saliba (PP), declarou que seu cliente vai provar sua inocência e será absolvido. O advogado de Joares Ponticelli (PP), prefeito de Tubarão, também reclamou da prisão mantida ao seu cliente, já que, segundo ele, as provas processuais já foram produzidas e não há risco de Ponticelli fugir.

Por fim, a defesa de Marlon Neuber (PL), prefeito de Itapoá, que também representa outros investigados no processo, como o cunhado de Marlon, Amilton José Reis, e o chefe de gabinete, Jadiel Miotti do Nascimento, disse que “o recebimento da denúncia é decisão que não significa reconhecimento da culpa”.

Redação Guararema News

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