
Uma advogada foi presa na terça-feira (2), em Blumenau, durante a Operação DNA do Crime, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Segundo os investigadores, ela teria repassado informações sigilosas a uma das pessoas alvo da operação. Por isso, a Justiça determinou sua prisão e aprofundou a apuração sobre a possível interferência nas investigações.
Suspeita de vazamento durante a operação
De acordo com o Ministério Público, a advogada acompanhava o cumprimento de mandados judiciais quando surgiram indícios de que informações reservadas teriam sido compartilhadas com uma investigada.
A partir dessa suspeita, os agentes passaram a reunir elementos que apontariam para um possível vazamento. Além disso, os investigadores afirmam que uma das pessoas monitoradas deixou o local antes da chegada das equipes, o que teria comprometido parte da ação.
Por causa disso, a prisão ocorreu ainda durante o andamento da operação. Logo depois, a suspeita foi encaminhada para os procedimentos legais.
Justiça mantém prisão
Inicialmente, as autoridades prenderam a advogada em flagrante. No entanto, após audiência de custódia, a Justiça converteu a medida em prisão preventiva.
Com isso, ela permanecerá detida enquanto as investigações avançam. Ao mesmo tempo, a defesa contesta as acusações e sustenta que a profissional não praticou qualquer irregularidade.
Enquanto isso, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso e avalia os desdobramentos da investigação.
Operação mira lavagem de dinheiro
A Operação DNA do Crime integra uma nova fase das apurações relacionadas à Operação Mensageiro. Desta vez, o foco está em rastrear recursos suspeitos, identificar movimentações financeiras e desarticular possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.
Além disso, os investigadores buscam localizar patrimônios que, segundo a apuração, podem ter sido adquiridos com recursos de origem ilícita.
Durante a operação, equipes cumpriram mandados em Santa Catarina e no Paraná. Ao mesmo tempo, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 66 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
Investigação continua
Embora a operação já tenha resultado em prisões e bloqueios milionários, o Ministério Público afirma que os trabalhos estão longe de terminar.
Agora, os investigadores analisam documentos, equipamentos eletrônicos e movimentações financeiras recolhidas durante a ação. Além disso, novas diligências poderão ocorrer nos próximos dias, conforme o avanço das apurações.
Dessa forma, o caso ganha ainda mais repercussão e adiciona um novo capítulo a uma das maiores investigações de corrupção e lavagem de dinheiro já conduzidas em Santa Catarina.

