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Acusado de fraude bilionária, dono do Banco Master deixa a prisão com tornozeleira eletrônica

Solto após 11 dias, Daniel Vorcaro enfrenta uma série de proibições

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Acusado de fraude bilionária, dono do Banco Master deixa a prisão com tornozeleira eletrônica
Daniel Vorcaro de boné à esquerda. Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deixou o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo, neste sábado (29). Vorcaro, que usava boné e camiseta branca, saiu da unidade prisional por volta das 11h40, utilizando uma tornozeleira eletrônica.

A soltura do banqueiro e de outros quatro executivos do banco ocorreu por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O tribunal também impôs o uso de tornozeleiras eletrônicas para todos os investigados.

Decisão judicial e proibições

A desembargadora Solange Salgado da Silva justificou a decisão afirmando que “os delitos atribuídos a Daniel Vorcaro não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa” e que “não há demonstração de periculosidade ou de risco à ordem pública que justifique a prisão preventiva”.

O grupo está obrigado a comparecer periodicamente à Justiça e não pode manter contato entre si nem com outros investigados. Além disso, todos estão proibidos de atuar no setor financeiro.

Fraude de R$ 12 bilhões no Banco Master

Os executivos foram presos na Operação Compliance Zero, realizada no início da semana passada. A Polícia Federal estima que a fraude chegue a R$ 12 bilhões. Conforme as investigações, o Banco Master fraudou papéis vendidos ao BRB (Banco de Brasília), um banco público, com o conhecimento da instituição.

No dia da operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

Na época da prisão, Vorcaro tentava embarcar em seu jato particular para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A defesa do banqueiro declarou que havia comunicado a viagem ao Banco Central e que o objetivo era tratar da venda do banco.

Por fim, a defesa de Daniel Vorcaro preferiu não comentar a decisão judicial. O BRB, por sua vez, tem afirmado que segue normas rigorosas de governança.

Repercussão negativa

A soltura do empresário gerou uma repercussão negativa, principalmente nas redes sociais, onde as pessoas questionam a Justiça brasileira. “A justiça é como uma serpente, só morde os pés descalços”, comentou um internauta. “O dinheiro tudo pode”, disse outro.